Foro privilegiado significa que o Brasil tem uma Justiça medieval

Foro privilegiado significa que o Brasil tem uma Justiça medieval

Charge do Benett, reprodução da Folha

Francisco Vieira

Por que existe toda essa fissura de criminosos em torno de “manter o processo no Supremo Tribunal Federal”? Será que as escrivaninhas dessa alta corte são discretamente providas daquele “relaxante” exibido no filme “Loucademia de Polícia”, reservado para os clientes? Será que os magistrados das demais instâncias são tão incompetentes assim na área do Direito, a ponto de assustar e repelir quem tem condições financeiras e um mínimo de conhecimento jurídico?

Diante dessa situação, não seria um ato criminosos e covarde deixar para esses juízes despreparados das instâncias inferiores (que apavoram os ricos da mesma forma que a cruz afugenta os vampiros) apenas os indefesos e miseráveis bandidos comuns, ao invés de também mandá-los para o Supremo, para serem julgados com o uso da a verdadeira Justiça?

Dessa forma, cabem duas conclusões: 1) ou os todos os magistrados brasileiros são incompetentes e só restaram juízes no Supremo Tribunal Federal; 2) ou que esta alta corte é composta por comparsas dos criminosos ricos, que vão ali apenas para papar um mamão com açúcar e trocar piscadas de olhos.

JUSTIÇA VIRTUAL

O fato é que estamos em pleno Século 21 sem sabermos o que é Justiça verdadeira e o que significa a Constituição. Seguimos discutindo se bandido deve ser preso ou aposentado com os proventos integrais, pagos com nossos impostos, e se a divulgação de um homicídio é mais importante do que o próprio cadáver…

Neste planeta, portanto, o Brasil ainda é um país amoral e imoral.

José Machado

José da Silva Machado. Natural de Duque Bacelar - Maranhão, onde nasceu em 14 de junho de l957. Graduado em Comunicação Social, pela Universidade Federal do Maranhão, especialização Jornalismo. Foi repórter, editor e secretário de Redação nos jornais Pequeno, O Imparcial e Diário do Norte, em São Luís. Também foi diretor de Telejornalismo na TV Difusora (Rede Globo), no período 1985/198). Exerceu o cargo de Secretário de Estado de Imprensa e Divulgação do Governo do Estado (2006-2007). É poeta e escritor, tem lançado o livro "As Quatro Estações do Homem" e conclui o livro; "Os vinte contos de réis". Pai de 5 filhos e 1 neto.

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