Fora da margem de erro, o PT joga tudo para não perder o poder. E a democracia corre riscos…

Fora da margem de erro, o PT joga tudo para não perder o poder. E a democracia corre riscos…

A  virulência verbal do discurso “da presidenta Dilma”, nos comícios, no rádio e na TV, fora ou dentro da propaganda eleitoral gratuita, é algo jamais visto em campanhas presidenciais desde que o país retomou a democracia. No poder, o PT, partido “da presidenta” usa as armas que tem e vai além do aceitável, quando o tema é desbancar o adversário. numa  campanha do “Vale Tudo”.

Os ruídos provocados pela campanha são tão fortes que abafam a roubalheira do PT, em escândalos que abalaram a República – “friboi”,  “mensalão”,  “petrolão”, etc. etc.

Como se não bastasse Ibope e Data Folha, devidamente afinados com a Rede Globo, “segurarem” o crescimento da candidatura de Aécio Neves, com números de intenção de votos de Ibope e Datafolha exatamente iguais, hoje (20) apareceu a primeira pesquisa CNT/MDA divulgada após a votação do primeiro turno da eleição presidencial. E  mostra o quê?  A candidata Dilma Rousseff (PT) com 45,5 por cento das intenções de votos, enquanto o candidato do PSDB, Aécio Neves, aparece com 44,5 por cento, invertendo a tendência de Ibope e Datafolha de “empate técnico”

De acordo com a pesquisa, Dilma tem 50,5 por cento dos votos válidos, contra 49,5 por cento de Aécio. A margem de erro da pesquisa, realizada nos dias 18 e 19 de outubro, é de 2,2 pontos percentuais.

Quem é do ramo sente o cheiro de armação no ar, todo tipo de armação. Turbinada pela filosofia de dirigentes e militantes petistas para quem os fins justificam os meios. E a finalidade é manter o poder por toda a eternidade. Os meios todo mundo está vendo,  como num filme de terror político a atormentar a cabeça do eleitor.

No mais,  essa tesoura petista é muito pesada e afiada para cima de um tucano. O objetivo é depená-lo por inteiro, aos olhos do eleitor. Se isso acontecer, a democracia brasileira está em risco. Eleger Aécio, além do brasileiro bancar a alternância de poder, é também bancar a consolidação dessa jovem democracia

Não podemos nos afastar, assim, da margem de erros….

José Machado

José da Silva Machado. Natural de Duque Bacelar - Maranhão, onde nasceu em 14 de junho de l957. Graduado em Comunicação Social, pela Universidade Federal do Maranhão, especialização Jornalismo. Foi repórter, editor e secretário de Redação nos jornais Pequeno, O Imparcial e Diário do Norte, em São Luís. Também foi diretor de Telejornalismo na TV Difusora (Rede Globo), no período 1985/198). Exerceu o cargo de Secretário de Estado de Imprensa e Divulgação do Governo do Estado (2006-2007). É poeta e escritor, tem lançado o livro "As Quatro Estações do Homem" e conclui o livro; "Os vinte contos de réis". Pai de 5 filhos e 1 neto.

Este post tem um comentário

  1. Arnôr Machado

    Dá medo ver a virulência e a falta de compostura que a turma do PT utiliza.
    Vejam só: Lulinha num discurso irado pergunta: Na juventude (20 anos…) a Dilma estava enfrentado a ditadura, pegando em armas, etc, etc, . E o Aécio, onde estava? Onde estava o filhinho de papai?
    Ué? No jardim de infância. Como se isto contasse – e para ele conta – em desfavor de alguém!
    por essas e outras, 45!

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