Em convenção, PSDB confirma a candidatura de Aécio Neves para presidente da República
Aécio Neves fez discurso na convenção do PSDB após ter sido confirmado como candidato do partido à Presidência da República (Foto: Amanda Previdelli/G1)

Em convenção, PSDB confirma a candidatura de Aécio Neves para presidente da República

Os tucanos realizam convenção partidária neste sábado (14), em São Paulo. Apesar de confirmar o nome de Aécio, o PSDB ainda não definiu quem será o candidato a vice, o que deve ocorrer até o fim deste mês, segundo noticiou o G1.

A legenda afirma que mais de cinco mil pessoas de todo o país participam do evento, que conta com a presença de tucanos como o senador Aloysio Nunes (SP), o  ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o ex-governadorJosé Serra e os governadores Geraldo Alckmin (SP), Marconi Perillo (GO), Teotonio Vilela (AL) e Beto Richa (PR).

Aécio foi chamado para discursar no palanque ao som do hino nacional. No início de sua fala, ele lembrou do avô, Tancredo Neves, eleito presidente da República pelo colégio de líderes em 1984, mas que morreu antes de assumir.

Aécio também elogiou ações do PSDB durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

“Transformamos a realidade brasileira de forma permanente com o Plano Real. O Real recuperou a confiança do Brasil em si próprio […] Criamos os primeiros programas de transferência de renda e benefícios sociais, aquilo que se tornou depois o Bolsa Família”, afirmou o agora candidato.

Aécio Neves fez discurso na convenção do PSDB após ter sido confirmado como candidato do partido à Presidência da República (Foto: Amanda Previdelli/G1)

Ao criticar o governo do PT,  Aécio argumentou que petistas tinham se colocado contra o Plano Real e contra a Lei de Responsabilidade Fiscal na época em que esses dois projetos foram aprovados.

“Nossos adversários mantiveram a coerência. Quem foi contra o Plano Real é quem hoje não controla a inflação. Quem foi contra a Lei de Responsabilidade Fiscal é quem hoje assina essa contabildade maldita”, criticou Aécio.

O ex-presidente Fernando Henrique, em seu discurso na convenção, também fez críticas ao governo Dilma Rousseff e disse que “as vozes das ruas querem mudança”.

“Elas [as vozes das ruas] cansaram de impunidade, de enganação, de mentira, de distanciamento do governo com o povo. O governo atual ficou distante , acusando quem não devia. Não dá mais, ninguém aguenta mais isso”, afirmou o ex-presidente.

“Posso dizer, do alto dos meus 83 anos, que o Brasil precisa de um líder jovem”, concluiu FHC.

O ex-governador José Serra, que foi o candidato do PSDB na última eleição presidencial, também fez discurso para apoiar o colega de partido. “Esse espírito de mudança, Aécio, que agora converge para a sua candidatura, é o desdobramento de uma longa jornada no Brasil”.

Antes de Aécio ser escolhido pré-candidato, no início do ano, o nome de Serra era um dos cotados para concorrer pelo PSDB ao Palácio do Planalto. Ao final da convenção, Serra afirmou, como já vem fazendo nas últimas semanas, que não será vice na chapa de Aécio e que deve se candidatar para uma vaga no Senado ou na Câmara Federal.

Aliados
Entre os representantes de partidos aliados, foram à convenção o deputado federal Paulo Pereira da Silva (SDD-SP) e o senador José Agripino Maia (DEM-RN), um dos cotados para ser vice. Outros nomes já mencionados para o cargo estão FHC, o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) e a ministra aposentada do Supremo Tribunal Federal (STF) Ellen Gracie.

O deputado e líder sindicalista, Paulo Pereira da Silva, discursou na convenção reafirmou o apoio do Solidariedade à candidatura tucana e fez críticas ao governo Dilma.

“Nosso partido já declarou que apóia a candidatura [de Aécio]. Quero dizer que nós vamos enfrenta um governo que destrói a inflação nacional, que não cumpriu nenhuma das causas trabalhistas”, afirmou

José Machado

José da Silva Machado. Natural de Duque Bacelar - Maranhão, onde nasceu em 14 de junho de l957. Graduado em Comunicação Social, pela Universidade Federal do Maranhão, especialização Jornalismo. Foi repórter, editor e secretário de Redação nos jornais Pequeno, O Imparcial e Diário do Norte, em São Luís. Também foi diretor de Telejornalismo na TV Difusora (Rede Globo), no período 1985/198). Exerceu o cargo de Secretário de Estado de Imprensa e Divulgação do Governo do Estado (2006-2007). É poeta e escritor, tem lançado o livro "As Quatro Estações do Homem" e conclui o livro; "Os vinte contos de réis". Pai de 5 filhos e 1 neto.

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