Documento revela que Marin, ex-presidente da CBF, recebeu R$ 2 milhões por ano de propina da Traffic

Documento revela que Marin, ex-presidente da CBF, recebeu R$ 2 milhões por ano de propina da Traffic

Segundo a Justiça dos EUA, valor é pago pela detentora dos direitos de transmissão da Copa do Brasil desde 1990

Preso na madrugada desta quarta-feira (horário de Brasília), em Zurique, na Suíça, juntamente com outros seis executivos da Fifa, José Maria Marin, ex-presidente da CBF, recebeu cerca de R$ 2 milhões por ano de propina da Traffic, segundo a Justiça dos Estados Unidos, que está investigando o caso.

FBI realiza prisões de dirigentes da Fifa na Suíça. Foto: AP

Operação surpresa na Suíça prende executivos da Fifa às vésperas da eleição<br />
. Foto: Reuters
José Maria Marin, presidente da CBF. Foto: Felipe Dana/AP
Nicolás Leoz, antigo presidente da Conmebol. Foto: BBC
Julio Rocha, dirigente máximo da Federação Nicaraguense de Futebol. Foto: FIFA/ Divulgação
Eduardo Li, da Costa Rica. Foto: FIFA.COM/REPRODUÇÃO
Jeffrey Webb, das Ilhas Cayman. Foto: BBC
Jeffrey Webb, das Ilhas Cayman. Foto: BBC
Eugenio Figueredo, do Uruguai. Foto: CONMEBOL/REPRODUÇÃO
Eugenio Figueredo, do Uruguai. Foto: CONMEBOL/REPRODUÇÃO
Jack Warner, de Trinidad e Tobago. Foto: BBC
Jack Warner, de Trinidad e Tobago. Foto: BBC
Federação Internacional de Futebol. Foto: BBC
 FBI realiza prisões de dirigentes da Fifa na Suíça. Foto: AP
Presidida por José Hawilla, réu confesso, a Traffic Group, detentora dos direitos de transmissão da Copa do Brasil, era quem pagava a propina ao cartola brasileiro.

“Entre 1990 e 2009, a Traffic acertou uma série de contratos com a CBF, a federação brasileira de futebol, para adquirir direitos comerciais da Copa do Brasil, um torneio anual com clubes brasileiros”, diz o documento de investigação

O relatório ainda revela como foi feito o acordo. “Durante este período, Marin recebeu propina na negociação da venda de direitos econômicos da Copa do Brasil. Como resultado de um acordo alcançado entre CBF e Traffic em 22 janeiro de 2009, a Traffic detinha os direitos de cada edição da Copa do Brasil para ser jogado a partir de 2009 até 2014”.

Inicialmente, Marin havia sido citado em investigações de propina relacionada às próximas edições da Copa América. A empresa Datisa contribuiria com cerca de US$ 110 milhões em suborno, que lhe garantiria os direitos sobre o torneio até 2023. Desse valor, US$ 40 milhões já teriam sido pagos aos dirigentes indiciados. Sendo que os presidentes da CBF, da Conmebol e da Federação Argentina de Futebol receberiam cerca de US$ 3 milhões cada e os outros mandatários US$ 1,5 milhão, além de um outro investigado, que ficaria com mais US$ 500 mil.

José Machado

José da Silva Machado. Natural de Duque Bacelar - Maranhão, onde nasceu em 14 de junho de l957. Graduado em Comunicação Social, pela Universidade Federal do Maranhão, especialização Jornalismo. Foi repórter, editor e secretário de Redação nos jornais Pequeno, O Imparcial e Diário do Norte, em São Luís. Também foi diretor de Telejornalismo na TV Difusora (Rede Globo), no período 1985/198). Exerceu o cargo de Secretário de Estado de Imprensa e Divulgação do Governo do Estado (2006-2007). É poeta e escritor, tem lançado o livro "As Quatro Estações do Homem" e conclui o livro; "Os vinte contos de réis". Pai de 5 filhos e 1 neto.

Deixe uma resposta