# Pisa: Brasil reduz diferença para países ricos no desempenho escolar

> Pisa 2025 revela que o Brasil reduziu a diferença para países ricos em leitura, matemática e ciências desde 2006. O desempenho brasileiro, embora ainda abaixo da média da OCDE, apresentou avanço consistente nas três áreas avaliadas. A melhoria relativa indica progresso educacional, mas mantém o país distante dos patamares das nações desenvolvidas.

*Blog do Machado · Destaques · 08 de setembro de 2026 · Caio Bernardes*

Resultados do Pisa 2025 mostram que o Brasil reduziu a diferença para países ricos em leitura, matemática e ciências desde 2006, mas segue abaixo da média da OCDE.

A educação brasileira segue com desempenho muito inferior ao de países desenvolvidos, mas a diferença caiu ao longo das últimas duas décadas. É o que apontam os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), referentes a 2025, divulgados nesta terça-feira (8) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Aplicado a cada três anos, o exame mede conhecimentos de estudantes de 15 anos em matemática, leitura e ciências.

Com resultados estáveis em relação a 2022, o Brasil segue abaixo da média dos países da OCDE nas três disciplinas: 408 pontos em leitura, 377 em matemática e 409 em ciências. A média dos 23 países da OCDE ficou em 466, 469 e 486, respectivamente. Como cada 20 pontos equivalem a um ano escolar, em matemática o atraso é de cerca de 4,6 anos.

A distância, porém, já foi maior. Entre 2006 e 2025, a diferença para a média da OCDE caiu de 102 para 58 pontos em leitura (redução de 44), de 131 para 92 em matemática (39) e de 113 para 77 em ciências (36). Em ciências, o Brasil também evoluiu em relação ao ciclo anterior, saltando de 403 para 409 pontos.

O estudo de 2025 envolveu 760 mil estudantes de 91 países. O Brasil participou com 30.140 alunos, sendo 72,4% de escolas estaduais e 96,9% dessas escolas em áreas urbanas. Cerca de 84,7% estavam na 1ª ou 2ª série do Ensino Médio quando as provas foram aplicadas, entre abril e maio de 2025.

O Pisa 2025 também indica recuperação pós-pandemia mais forte que a média da OCDE: entre 2018 e 2025, o país superou o desempenho pré-pandemia em ciências e teve perdas menores em leitura e matemática. No Brasil, a aplicação é coordenada pelo Inep, autarquia do MEC.

## O que mais o Pisa 2025 revela

O Brasil ficou com 406 pontos em Resolução de Problemas por meio de Ferramentas Computacionais (RPFC), novo domínio do exame, ante média de 500 da OCDE. Entre 19 países, a Coreia do Sul teve a maior média (538) e o Paraguai, a menor (352). Resultados sobre Aprendizagem Autorregulada saem em 2027.

O levantamento também mostrou que 81% dos estudantes brasileiros frequentam escolas com restrições ao uso de celular, ante 37% em 2022 e 49% da média da OCDE. Segundo o MEC, o percentual reflete a implementação da Lei nº 15.100/2025, que regula o uso desses dispositivos na educação básica.

## O que a sala de aula mostra

Os dados indicam que a valorização da escola impacta a aprendizagem: alunos que rejeitam a ideia de que a escola é perda de tempo obtêm, em média, 35 pontos a mais em ciências, ante 27 da média da OCDE. No Brasil, 72% dos estudantes afirmam ter interesse por diversos assuntos e 84% acreditam que podem gerar impactos ambientais positivos.

O Brasil participa do Pisa desde 2000, em todos os ciclos. O exame é amostral e, nesta edição, o foco foi ciências. O país não é membro da OCDE, mas recebeu convite formal para adesão em 2022, processo que depende de requisitos e aprovação dos países membros.

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Fonte (canonical): https://www.blogdomachado.com.br/destaques/pisa-brasil-reduz-diferenca-paises-ricos-desempenho-escolar/
