# Inclusão digital crítica na era da IA, defende educadora

> Daniela Costa, consultora da Unesco, defende inclusão digital crítica na era da IA. A educadora alerta que o acesso à tecnologia nas escolas exige formação para uso consciente e análise de dados, não apenas disponibilidade de equipamentos. Dados sobre adoção de ferramentas digitais no ambiente escolar revelam desigualdades regionais e necessidade de políticas públicas que priorizem pensamento crítico sobre algoritmos e informações.

*Blog do Machado · Destaques · 25 de agosto de 2026 · Juliana Espíndola*

Na era da IA, inclusão digital deve ser crítica, defende educadora Daniela Costa, consultora da Unesco. Entenda os dados sobre uso de tecnologia nas escolas.

Na era da inteligência artificial (IA), a inclusão digital precisa ser crítica, defende a educadora Daniela Costa, consultora da Unesco para o Brasil. Ela participou do 4º Encontro de Educadores do Século XXI, realizado sexta-feira (14) no Rio de Janeiro, evento organizado pela Firjan.

"Até um determinado momento, a gente pensava em inclusão digital. Agora, a gente acrescentou duas palavrinhas: tem que ser uma educação, uma inclusão digital significativa e crítica", afirmou a especialista, que é coordenadora da pesquisa TIC Educação, do Cetic.br. "Não dá mais para pensar só em entregar as tecnologias nas escolas, a gente precisa pensar em objetivos, motivos, riscos, oportunidades, o que fazer com as tecnologias."

Daniela apresentou dados que refletem avanços e preocupações. Na China, gravações de aulas de alta qualidade distribuídas a 100 milhões de estudantes rurais melhoraram os resultados em 32% e diminuíram a desigualdade salarial entre áreas urbanas e rurais em 38%. Por outro lado, a "simples proximidade" de um celular distraiu estudantes e prejudicou a aprendizagem em 14 países.

No Brasil, a Lei Federal 15.100, de janeiro de 2025, proíbe o uso de celular durante aulas e intervalos. Dados do Cetic.br mostram que, no início de 2026, 51% das escolas afirmam que os estudantes não podem levar o aparelho. No ensino médio, o percentual cai para 31%. "O celular tem que ficar em bolso, acessórios ou em locais da escola", explicou.

A pesquisa também revela que 89% dos estudantes de ensino médio usam YouTube e TikTok para pesquisas escolares, seguidos por sites de busca (88%), blogs e Wikipédia (72%) e plataformas de IA (70%). Apenas um terço dos alunos afirmam ter sido orientados sobre erros das IAs.

A educadora destacou que os professores são referência no uso de tecnologias: de 2022 a 2024, o percentual de alunos que se informam com eles subiu de 44% para 56%. Mas a formação continuada dos docentes caiu de 65% (2021) para 54% (2024). "Esse número é baixo. Essa proporção representa metade dos professores", lamentou. formação de professores para o uso de tecnologia

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Fonte (canonical): https://www.blogdomachado.com.br/destaques/era-ia-inclusao-digital-deve-ser-critica-defende-educadora/
