Criar o pânico é crime!  Mas também é crime não  agir…
A tranquilidade de que precisamos para viver em paz no Maranhão

Criar o pânico é crime! Mas também é crime não agir…

A tranquilidade de que precisamos para viver em paz no Maranhão

São Luís está em estado de pânico. O incêndio de vários ônibus, em diferentes pontos da cidade, e a morte, por tiros e facadas,  de nove presos da Penitenciária de Pedrinhas,    da noite de ontem para a madrugada de hoje, quando duas  facções se enfrentaram, deixaram a cidade em choque.  E isso é  campo fértil para boatos de toda a ordem, principalmente sobre os chamados arrastões.

Posso assegurar que a maioria  dessas “notícias” não passa mesmo de simples boatos. Mas que apavoram as famílias, os trabalhadores e os estudantes.

Muitas escolas  suspenderam as aulas. O comércio também foi na onda e diversas lojas fecharam. Houve quem se fechasse em casa, temendo pegar os ônibus por conta dos incêndios – estes sim são fatos – que,segundo a polícia, foram “ordenados” por uma das facções criminosas, de dentro dos presídios.

Mas correrias, arrastões, como se a cidade não tivesse mais autoridade, polícia, justiça, ministério público, isso seria o cúmulo.

Claro que os assaltos, estupros e assassinatos continuam a acontecer, muito acima do esperado, do que seria “normal”  acontecer. Agosto e setembro passados registraram média de mais de 80 homicídios na grande Ilha de Upaon-Açu. Nos meses antecedentes, os índices de criminalidade também ficaram acima da média.

Mas o pânico espalhado na cidade também está acima da média.

O que  significa que ainda há espaço temporal para o trabalho, o combate à violência, a implantação de políticas públicas visando à redução de todos esses males causados à sociedade.

Só não podemos é ficar de braços cruzados, aguardando o imponderável.

Para quem tem a responsabilidade e poder de decisão, está  na hora de agir. Ou  declarar-se incompetente e entregar para quem sabe fazer.

 

José Machado

José da Silva Machado. Natural de Duque Bacelar - Maranhão, onde nasceu em 14 de junho de l957. Graduado em Comunicação Social, pela Universidade Federal do Maranhão, especialização Jornalismo. Foi repórter, editor e secretário de Redação nos jornais Pequeno, O Imparcial e Diário do Norte, em São Luís. Também foi diretor de Telejornalismo na TV Difusora (Rede Globo), no período 1985/198). Exerceu o cargo de Secretário de Estado de Imprensa e Divulgação do Governo do Estado (2006-2007). É poeta e escritor, tem lançado o livro "As Quatro Estações do Homem" e conclui o livro; "Os vinte contos de réis". Pai de 5 filhos e 1 neto.

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