Congresso Nacional vai cassar, na terça (19), a sessão que cassou o presidente Jango
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O Congresso Nacional – reunião de sessão conjunta da Câmara dos Deputados e do Senado Federal – deve apreciar, na próxima terça-feira (19),  projeto de resolução que anula a sessão do Congresso Nacional que, em 1º de abril de 1964, declarou vaga a Presidência da República.

O presidente João Goulart havia deixado Brasília e viajado para o Rio Grande do Sul, e a decisão do Congresso abriu caminho para o estabelecimento do regime militar ou a subida dos militares ao poder. Autor do projeto, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) alega que o presidente João Goulart estava em território nacional e em local conhecido na madrugada de 1º para 2 de abril de 1964, motivo pelo qual a Presidência não poderia ter sido declarada vaga.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), recebeu quarta-feira (13) o projeto de resolução, das mãos do senador Pedro Simon. Um dos signatários do projeto de resolução, senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), disse que João Goulart estava no Rio Grande do Sul, em local conhecido, e que, portanto, o Congresso Nacional não poderia ter declarado vaga a Presidência da República:

– “A sessão foi antirregimental, anticonstitucional e ilegal. Só

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serviu para dar legitimidade ao golpe militar de 1964”, declarou. A proposta recebeu a assinatura de 27 senadores e de 96 deputados federais.

Renan Calheiros disse que a aprovação desse projeto de resolução significa a restauração de uma verdade histórica:

– “Acho coerente trabalharmos para aprovar esse projeto, anulando a fatídica sessão daquele 1° de abril. Da mesma forma que restabelecemos o mandato de senador de Luís Carlos Prestes, vamos agora anular essa sessão e fazer justiça”, disse Renan Calheiros.

Atendendo a apelo de parlamentares, Renan  prometeu agilizar a votação da proposta que precisa passar pelas Mesas da Câmara e do Senado e depois pelo Plenário do Congresso. “Vamos ouvir os líderes partidários para que o projeto de resolução possa ser votado diretamente no Plenário no dia 19 de novembro, na sessão do Congresso Nacional já convocada para apreciar vetos e a Lei de Diretrizes Orçamentárias”, afirmou Renan Calheiros.

José Machado

José da Silva Machado. Natural de Duque Bacelar - Maranhão, onde nasceu em 14 de junho de l957. Graduado em Comunicação Social, pela Universidade Federal do Maranhão, especialização Jornalismo. Foi repórter, editor e secretário de Redação nos jornais Pequeno, O Imparcial e Diário do Norte, em São Luís. Também foi diretor de Telejornalismo na TV Difusora (Rede Globo), no período 1985/198). Exerceu o cargo de Secretário de Estado de Imprensa e Divulgação do Governo do Estado (2006-2007). É poeta e escritor, tem lançado o livro "As Quatro Estações do Homem" e conclui o livro; "Os vinte contos de réis". Pai de 5 filhos e 1 neto.

Este post tem um comentário

  1. Luma Maranhão

    Tudo uma piada,ñ foi atoa que foi dia 1º de abril.

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