CNBB, em campanha, contribuirá na CPI do Tráfico de Pessoas

CNBB, em campanha, contribuirá na CPI do Tráfico de Pessoas

Reunião, em Brasília, firma apoio da Comissão

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) vai ajudar a divulgar, nas igrejas católicas de todo o Brasil, os casos de tráfico de pessoas que chegaram à comissão parlamentar de inquérito (CPI) da Câmara dos Deputados que investiga esse tipo crime.

O objetivo da parceria é alertar os fiéis para o fato de que o tráfico de pessoas realmente existe, e fazer com que as famílias saibam se prevenir, evitando que se tornem vítimas do crime.

O tema da Campanha da Fraternidade deste ano é “Fraternidade e Tráfico Humano”. Para firmar o apoio conjunto, integrantes da CPI do Tráfico de Pessoas reuniram-se em Brasília, nesta quarta-feira (12), com o presidente da CNBB, dom Raimundo Damasceno, e com o secretário-geral da entidade, dom Leonardo Steiner.

Dom Leonardo explicou que é necessário divulgar os casos de tráfico de pessoas. “Esses fatos, quando levados às comunidades, podem esclarecer muito. Muitas vezes, as pessoas acham que isso não é real. Quando nós levamos acontecimentos, fatos, testemunhos, ajuda muito. E a CPI tem recolhido muito material, muitos testemunhos”, declarou.

Há um ano e meio a CPI investiga casos de tráfico de pessoas. O relatório final da comissão deve estar pronto até o final de abril. Nesta quarta-feira, os deputados entregaram aos bispos o relatório parcial, que já contém sugestões de mudanças nas leis para evitar e punir os casos de tráfico de pessoas.

A CPI vai propor alterações no Código de Processo Penal, no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e na Lei Pelé, entre outros pontos.

Sugestões – O presidente da CPI do Tráfico de Pessoas, deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA), espera que a CNBB analise o material e apresente sugestões aos deputados. “Lamentavelmente, o Brasil é um dos dez países com maior frequência dessa prática criminosa – um crime que movimenta mais de 30 bilhões de dólares no mundo por ano, vitimando mais de 10 milhões de pessoas”, ressaltou.

“Não é um problema tão episódico, não é um problema tão distante do que as pessoas imaginam. A importância da CNBB abraçar esse tema é porque a CNBB é uma organização que alcança a sociedade, muitas vezes onde os poderes constituídos não alcançam”, disse o deputado.

Arnaldo Jordy destacou que o tráfico de pessoas atinge principalmente as pessoas mais fragilizadas da sociedade, seja do ponto de vista econômico, familiar ou socioafetivo.

O presidente da CPI e os bispos lembraram que, quando o tráfico de pessoas ocorre, seres humanos passam a ser tratados como mercadoria: crianças são adotadas ilegalmente; pessoas são raptadas para remoção de órgãos; mulheres são enganadas e obrigadas a prostituir-se; e trabalhadores são explorados em trabalho escravo.

Também participaram da reunião a relatora da CPI, deputada Flávia Morais (PDT-GO), e os deputados Luiz Couto (PT-PB) e Lilian Sá (Pros-RJ).

José Machado

José da Silva Machado. Natural de Duque Bacelar - Maranhão, onde nasceu em 14 de junho de l957. Graduado em Comunicação Social, pela Universidade Federal do Maranhão, especialização Jornalismo. Foi repórter, editor e secretário de Redação nos jornais Pequeno, O Imparcial e Diário do Norte, em São Luís. Também foi diretor de Telejornalismo na TV Difusora (Rede Globo), no período 1985/198). Exerceu o cargo de Secretário de Estado de Imprensa e Divulgação do Governo do Estado (2006-2007). É poeta e escritor, tem lançado o livro "As Quatro Estações do Homem" e conclui o livro; "Os vinte contos de réis". Pai de 5 filhos e 1 neto.

Este post tem 2 comentários

  1. Igor

    O lema é : ” Para liberdade que Cristo nos libertou ”

  2. Nonato Brito

    Jornalista José Machado,
    Gostaria que o prezado jornalista divulgasse a seguinte notícia, publicada na última sexta-feira (14) sobre a nossa Primeira Romancista do Abolicionismo Brasileiro, no nosso blog http://www.vimarense.zip.net: EXPOSIÇÃO “MULHERES EM DESTAQUE”: FUNDAÇÃO DA MEMÓRIA REPUBLICANA EXPÕE QUADRO DA ESCRITORA GAÚCHA MARIA BENEDITA BORMAN COMO SE FOSSE DE MARIA FIRMINA DOS REIS
    A Fundação da Memória Republicana (FMRB), com sede no Convento das Mercês, em São Luís, vem apresentando ao público a Exposição “Mulheres em Destaque”, que divulga a vida e a obra de 13 mulheres maranhenses de expressiva importância para o estado, entre elas um quadro a bico-de-pena do rosto da escritora gaúcha Maria Benedita Borman como se fosse da primeira romancista do abolicionismo brasileiro, Maria Firmina dos Reis.

    É fato provado que aquele bico-de-pena é do rosto da escritora gaúcha, que escrevia utilizando o pseudônimo de Délia. O problema é que esse falso bico-de-pena do rosto de Maria Firmina dos Reis ganhou a internet e está difícil desfazer o equívoco.
    N.B. As fotos estão no blog http://www.vimarense.zip.net
    Grato
    Nonato Brito – Rua Maria Firmina, 333, Centro – CEP 65255 – Guimarães-MA

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