Cientistas descobrem planeta parecido com a Terra
Irmão gêmeo" é uma ova! O planeta descoberto é mais quente do que Teresina!

Cientistas descobrem planeta parecido com a Terra

 

Cientistas apresentaram, esta semana, o “retrato falado” do planeta mais parecido com a Terra já identificado fora do sistema solar. Chamado Kepler-78b, ele é apenas 20% maior e tem uma composição muito parecida com a terrestre, feita de ferro e rocha.

“É o mais próximo que já chegamos de um gêmeo da Terra. Só falta ser habitável”, disse o astrônomo Jorge Melendez, do Instituto de Astronomia (IAG) da Universidade de São Paulo, que também trabalha com a busca por planetas extrassolares.

Apesar de ser rochoso, o Kepler-78b está a apenas 1,5 milhão de quilômetros de sua estrela-mãe – cem vezes mais próximo do que a Terra está do Sol -, o que faz com que sua superfície seja extremamente quente, podendo chegar a “infernais” 2,8 mil °C.

“A possibilidade de vida é zero”, decreta Adriana Válio, presidente da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e professora do Centro de Radio Astronomia e Astrofísica Mackenzie.

Irmão gêmeo” é uma ova! O planeta descoberto é mais quente do que Teresina!

Para ser um verdadeiro “gêmeo” da Terra, além de ser pequeno e rochoso, o planeta teria de estar na chamada “zona habitável” – ou seja, a uma distância da estrela que permitisse haver água líquida em sua superfície; uma condição básica para o desenvolvimento da vida como a conhecemos.

A proximidade do Kepler-78b com sua estrela é tão grande que o planeta completa uma volta em torno dela a cada 8,5 horas, comparado aos 365 dias do período orbital da Terra em torno do Sol.

Descrição

Localizado a 664 anos-luz da Terra, na direção da constelação de Cygnus, o novo planeta, como indica seu nome, foi detectado com base em observações do telescópio espacial Kepler, da Nasa.

Sua descoberta foi confirmada em agosto, em um estudo publicado na revista The Astrophysical Journal, em que seu tamanho era estimado em 1,16 vezes o raio da Terra (apenas 16% maior). Faltava, porém, calcular sua massa e densidade, para confirmar se era mesmo feito de rocha – algo que só era possível com novas observações em terra, utilizando espectrógrafos super sofisticados.

Foi, então, o que fizeram dois outros grupos de pesquisa, cujos resultados foram publicados ontem pela revista Nature. Eles trabalharam independentemente, usando equipamentos diferentes, no Havaí e nas Ilhas Canárias, mas chegaram às mesmas conclusões. Além de calcular a massa, eles revisaram a medida de tamanho do Kepler-78b, que aumentou para 1,17 a 1,2 vezes o raio da Terra.

Outros exoplanetas pequenos, alguns até menores do que a Terra, já foram detectados com a ajuda do Kepler, mas suas massas não são conhecidas (apenas seus raios), o que impede os cientistas de determinar densidades e composição.

“É provável que eles também sejam rochosos, mas não podemos estar 100% certos até medirmos a massa”, diz Melendez.

O desafio tecnológico de fazer essas medições para planetas muito pequenos ainda é grande. Detectar e caracterizar um planeta do tamanho da Terra, à distância que ele está do Sol, por exemplo, seria quase que impossível com a tecnologias disponíveis.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

José Machado

José da Silva Machado. Natural de Duque Bacelar - Maranhão, onde nasceu em 14 de junho de l957. Graduado em Comunicação Social, pela Universidade Federal do Maranhão, especialização Jornalismo. Foi repórter, editor e secretário de Redação nos jornais Pequeno, O Imparcial e Diário do Norte, em São Luís. Também foi diretor de Telejornalismo na TV Difusora (Rede Globo), no período 1985/198). Exerceu o cargo de Secretário de Estado de Imprensa e Divulgação do Governo do Estado (2006-2007). É poeta e escritor, tem lançado o livro "As Quatro Estações do Homem" e conclui o livro; "Os vinte contos de réis". Pai de 5 filhos e 1 neto.

Este post tem 2 comentários

  1. Gabriely

    Muito bom saber disso. Esse blog foi muito bom para me informar sobre muitas coisas. Mas, eu e meus amigos, ontem a noite, perto das 20 horas, estávamos olhando as estrelas, e vimos um tipo de satélit;e ele estava se movimentando, mas logo depois ficou mais forte e depois sumiu, baixando a luz. Você poderia me dizer o que era aquilo? Até agora nós não sabemos o que era, mas temos certeza que não era um avião porque o céu estava aberto e sumiu no nada.

    1. José Machado

      Vamos tentar nos informar sobre esse fenônemo. O mais provável é que tenha sido a entrada de um meteorito na atmosfera terrestre. Quandi isso ocorre, os meteoros ficam incandescentes e depois somem…

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