Centrais sindicais farão paralisação na sexta contra reformas

Centrais sindicais farão paralisação na sexta contra reformas

Entidades planejam manifestações com a intenção de chamar a atenção para mudanças na lei trabalhista e na Previdência que afetam a vida dos trabalhadores

As centrais sindicais farão paralisações e manifestações na sexta-feira (10) em protesto contra as reformas trabalhista e da Previdência. A mobilização ocorrerá um dia antes de as mudanças na CLT entrarem em vigor. A ideia é chamar atenção para alterações das normas que interferem na vida dos trabalhadores.

As entidades estão organizando atos – como passeatas – em todos os estados.  A avaliação das instituições é de que as mudanças já aprovadas e as em discussão no Congresso são prejudiciais, porque retiram direitos conquistados. Estão previstas também assembleias e mobilizações em frente às empresas,  no começo do dia, e interrupção de atividades por períodos curtos, de até uma hora.

Em São Paulo, a estimativa das centrais é que o protesto reúna cerca de 20.000 pessoas. Está programada uma marcha da Praça da Sé até a Avenida Paulista.

Segundo o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, a ideia é conscientizar sobre os prejuízos que as reformas trazem. “É um protesto geral. Acredito que a grande manifestação acontecerá quando a reforma da Previdência for colocada em votação, embora haja gente [das centrais] que pense de maneira diferente”, disse à VEJA. Além da Força Sindical, participam da organização CUT, UGT, Nova Central, , Intersindical, CTB, Conlutas.

Reformas

A reforma trabalhista, que altera mais de cem pontos da CLT, foi provada em julho, mas as regras só entram em vigor no dia 11 de novembro. Enquanto o governo argumenta que a flexibilização das leis permitirá criação de mais empregos formais, juristas e entidades dizem que as mudanças diminuirão a proteção aos trabalhadores, e muitas empresas ainda têm dúvidas sobre as novas regulamentações.

A reforma da Previdência foi aprovada na comissão especial sobre o assunto da Câmara em maio, mais ainda não passou pelo plenário. Na última segunda-feira, o presidente Michel Temer admitiu, em reunião com lideranças parlamentares, que enfrenta dificuldades em aprovar a medida. A informação trouxe pessimismo aos mercados, e pressionou a bolsa, que fechou em queda na terça.

Após a reação negativa, membros do governo insistiram que o projeto ainda está na pauta, e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que é possível que as mudanças sejam aprovadas ainda neste ano. Além de ser aprovado na Câmara, em dois turnos, o projeto ainda precisa passar por mais duas sessões de votação do Senado.

José Machado

José da Silva Machado. Natural de Duque Bacelar - Maranhão, onde nasceu em 14 de junho de l957. Graduado em Comunicação Social, pela Universidade Federal do Maranhão, especialização Jornalismo. Foi repórter, editor e secretário de Redação nos jornais Pequeno, O Imparcial e Diário do Norte, em São Luís. Também foi diretor de Telejornalismo na TV Difusora (Rede Globo), no período 1985/198). Exerceu o cargo de Secretário de Estado de Imprensa e Divulgação do Governo do Estado (2006-2007). É poeta e escritor, tem lançado o livro "As Quatro Estações do Homem" e conclui o livro; "Os vinte contos de réis". Pai de 5 filhos e 1 neto.

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