Após crítica de Carlos Bolsonaro, Flávio Dino pergunta se filho do presidente quer extinguir o MA

FOLHAPRESS O ataque do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) nas redes sociais ao vice-presidente da República, Hamilton Mourão, foi classificado pelo governador do Maranhão Flávio Dino (PC do B) como injusto. Em reação, Dino pergunta se o filho do presidente Jair Bolsonaro quer extinguir o Maranhão ou cassar o seu governador. "Uma estranha e injusta agressão ao vice-presidente da República, que se limitou a cumprir uma determinação do próprio presidente. A não ser que o filho de Bolsonaro queira extinguir o Maranhão ou cassar o seu governador", afirma Dino à reportagem. "O episódio mostra o nível de desagregação e desorganização do governo Bolsonaro", completa. Mourão encontrou-se com Dino e outros governadores na quinta-feira (2) para tratar do Conselho da Amazônia e medidas de combate ao coronavírus nos nove estados da região amazônica. O órgão foi recriado pelo próprio pai de Carlos em fevereiro. Dino, adversário de Bolsonaro, disse sobre o encontro: "Tivemos uma reunião com diálogo técnico, respeitoso, sensato. Claro que Mourão não é do meu campo ideológico. Mas, se Bolsonaro entregar o governo para ele, o Brasil chegará em 2022 em melhores condições".

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Após crítica de Carlos Bolsonaro, Flávio Dino pergunta se filho do presidente quer extinguir o MA

FolhaPress O ataque do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) nas redes sociais ao vice-presidente da República, Hamilton Mourão, foi classificado pelo governador do Maranhão Flávio Dino (PC do B) como injusto. Em reação, Dino pergunta se o filho do presidente Jair Bolsonaro quer extinguir o Maranhão ou cassar o seu governador. "Uma estranha e injusta agressão ao vice-presidente da República, que se limitou a cumprir uma determinação do próprio presidente. A não ser que o filho de Bolsonaro queira extinguir o Maranhão ou cassar o seu governador", afirma Dino à reportagem. "O episódio mostra o nível de desagregação e desorganização do governo Bolsonaro", completa. Mourão encontrou-se com Dino e outros governadores na quinta-feira (2) para tratar do Conselho da Amazônia e medidas de combate ao coronavírus nos nove estados da região amazônica. O órgão foi recriado pelo próprio pai de Carlos em fevereiro. Dino, adversário de Bolsonaro, disse sobre o encontro: "Tivemos uma reunião com diálogo técnico, respeitoso, sensato. Claro que Mourão não é do meu campo ideológico. Mas, se Bolsonaro entregar o governo para ele, o Brasil chegará em 2022 em melhores condições".

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Estocada de Bolsonaro em Mandetta é pura aula de mesquinharia

Virtù e fortuna são conceitos básicos de qualquer curso de introdução à ciência política. Está em Maquiavel. Referem-se à capacidade de um governante (o príncipe) de administrar os acontecimentos, bons ou ruins, em seu governo. Até outro dia, Jair Bolsonaro era um presidente eleito com 55% dos votos e que viu seu capital político se resumir, com viés de baixa, ao apoio de 30% da população. Ninguém que tenha acompanhado a carreira política e militar do presidente acreditou, da sua posse em diante, na ideia de unificar o país ou colocar os interesses nacionais acima de todos, como falava seu slogan de campanha. Se fosse, não teria sequer aventado a possibilidade de instalar em Washington um embaixador que não sabe a tradução de buraco em inglês. Com o tempo, os que apertaram o número 17 nas urnas porque não podiam ver a sigla de número 13 ao lado, ou mesmo os que acreditaram sinceramente que o deputado de talento mediano se convertesse em um estadista com domínio da oratória foram perdendo a esperança à medida que o governo se transformava numa trincheira inspirada no jogo de Resta 1. Bolsonaro arranjou briga com seu partido, com alguns de seus principais auxiliares, com suas lideranças no Congresso, com jornalistas, com países amigos da Amazônia, com o presidente francês, com os presidentes da Câmara e do Senado e com governadores do Nordeste. Só não arranjou briga com Donald Trump porque quem pode manda e quem não pode tem juízo. Em quase 500 dias de governo, Bolsonaro só agradou mesmo os que votaram nele esperando que transformasse a língua em ferradura. Estes vibram a cada coice em inimigos reais e imaginários. Sobretudo os imaginários. A crise do coronavírus fez com que até o mais desconfiado dos eleitores olhasse para o presidente com a esperança de quem reconhece os grandes momentos da História como a chance de mudar a sua própria. Era a “fortuna” passando como um cavalo selado que só precisava ser montado. Bolsonaro preferiu chutar a cabeça do equino. Nas primeiras semanas da pandemia, ele não cansou de emitir sinais trocados sobre para onde seus governados deveriam ir. Transformou a crise numa trincheira para atacar governadores, agora de todas as colorações e macrorregiões. Ensaiou um certo equilíbrio em ao menos duas ocasiões, quando prometeu baixar a guarda a governadores do Nordeste e quando chamou um pronunciamento em rede nacional para ler em teleprompter a mensagem de que, diferentemente das elucubrações de más línguas, não era um ser autômato, como parecia toda vez que chamava de covarde quem seguia as orientações das autoridades sanitárias para salvar a própria vida e a vida dos seus. Bolsonaro foi à TV dizer que era capaz de sentir. Não convenceu nem o autor da mensagem, seja lá quem a redigiu. Conforme a consultoria Curado & Associados tem mostrado, a condução do governo durante a crise reforçou a imagem de “vulnerabilidade” na gestão da economia, pela dificuldade em demonstrar como as pessoas vão receber o dinheiro, e pela demora de 48 horas para sancionar as medidas aprovadas pelo Congresso. Diz o último boletim dos analistas: “o comportamento errático de Bolsonaro – impulsivo e irresponsável – elevou o seu índice negativo da véspera, que foi de -2,93, para -3,77. O tom ameno do dia anterior foi substituído pela insistência em flexibilizar a quarentena e pela divulgação de um vídeo falso anunciando desabastecimento e críticas aos governadores. Além disso, a determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, para que Bolsonaro apresente em 48 horas medidas contra a pandemia reforçou a percepção de líder acuado e incompetente”. Em contraposição, diz o boletim, “o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, continua sendo percebido como prudente e o seu índice subiu para +2,59, pouco superior ao dia anterior que foi de +2,44”. Isso antes de o presidente vir a público dizer que seu auxiliar extrapola, não tem humildade e só não foi demitido ainda porque não se descarta um soldado no meio da guerra. O capitão que hoje lidera as forças militares age como o general que destroça o moral das tropas enquanto os inimigos, em marcha, bombardeiam. Os inimigos sanitários, no caso. Bolsonaro insiste em se desvencilhar da culpa pelo tranco que a economia certamente sentirá durante e depois da pandemia. Em vez de assumir a linha de frente, prepara o “eu avisei”. Quando o ministro da Saúde, criticável em diversos posicionamentos ao longo da carreira política, começou a arregaçar as mangas na crise e mostrar serviço, em vez de replicar os discursos alucinógenos da ala ideológica do governo, houve quem apostasse, querendo estar errado, que a postura em algum momento poderia ferir os brios do comandante -- um comandante inseguro que lida com suas limitações atacando os talentos alheios que dimensionem, pelo contraste, sua própria estatura. Ao acusar uma suposta falta de humildade de um auxiliar que tem salvado seu governo da vergonha e de um morticínio ainda maior, Bolsonaro não mostra autoridade. Mostra mesquinharia. No momento em que o mundo inteiro pede grandeza, ele expôs apenas ciúmes. Não é que sairá menor da crise. Sairá com o tamanho que sempre teve. A crise apenas fez baixar as águas das expectativas e mostrar quem era quem em seu tamanho real.

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Covid-19! “Quem quer dar o golpe jamais vai falar que quer dar”, diz Bolsonaro

Indagado pelo apresentador José Luiz Datena na noite desta sexta-feira se seria capaz de "dar um golpe e fechar o país", o presidente Jair Bolsonaro se limitou a dizer que "quem quer dar o golpe jamais vai falar que quer dar”. Este foi mais um sinal do desprezo do mandatário pelas instituições democráticas, e chega em um momento no qual ele é amplamente criticado pela forma desastrada com que vem minimizando a pandemia do coronavírus. Em entrevista de mais de uma hora, Bolsonaro também minimizou o número de mortes por Covid-19 no país. "Alguns vão morrer, vão morrer, lamento, é a vida. Não pode parar uma fábrica de automóveis porque tem mortes no trânsito", afirmou. Ele também voltou a chamar a crise de "histeria". "Fui muito criticado lá atrás quando falei que era histeria [a pandemia], e agora muita gente tá vendo que era histeria sim", afirmou, sem mencionar os mais de 23.000 mortos pela doença no mundo inteiro.

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Acordo com EUA em Alcântara pode causar “tragédia sem precedente”, diz quilombola

Assessor jurídico dos quilombolas fala sobre os impactos do acordo aprovado nesta semana pela Câmara sem consulta às comunidades, como prevê a Convenção 169 da OIT A Câmara dos Deputados aprovou na semana passada o acordo assinado em março por Donald Trump e Jair Bolsonaro que permite aos Estados Unidos a utilização comercial da Base de Lançamento de Alcântara, no Maranhão. O Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST) teve o voto favorável de 329 deputados (contra 86) e agora vai passar pelo Senado antes de ir para a sanção presidencial. Segundo estimativas do governo brasileiro, o aluguel da base pode gerar até 10 bilhões de dólares anuais para o Brasil. Inaugurado pela ditadura militar em 1983, o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) ocupa uma área historicamente habitada por populações quilombolas; já na época da construção da base, mais de 300 famílias foram removidas de seu território. Desde 2008, o processo de titulação das terras quilombolas está parado; além disso, as comunidades não foram consultadas pelo governo federal em relação ao acordo como determina a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), ratificada em 2002 pelo Brasil. O governo brasileiro vem negando sistematicamente que novas famílias tenham que ser deslocadas do litoral de Alcântara para a reativação da base e seu aluguel para utilização por outros países. Uma reportagem da Folha de S. Paulo, porém, revelou em 11 de outubro a existência de documentos que demonstram que existe um plano avançado para a remoção de pelo menos 350 famílias da região. Discutido por representantes de 11 ministérios em um grupo de trabalho, o plano inclui até mesmo uma campanha de marketing para convencer moradores sobre a remoção. Para o quilombola Danilo Serejo, assessor jurídico das comunidades e integrante do Movimento dos Atingidos pela Base Espacial de Alcântara (Mabe), a remoção das famílias quilombolas vai causar uma “tragédia sem precedentes”. “Nós vamos conhecer a fome em seu grau mais elevado em Alcântara, isso é uma coisa que não temos dúvida”, diz o assessor jurídico, que acusa o governo estadual de Flávio Dino (PCdoB) de “aderir à lógica bolsonarista”. Serejo também questiona a falta de licença ambiental do Centro de Lançamento e diz que o acordo aprovado pela Câmara na semana passada fere a soberania nacional. Segundo ele, “não existe plano B” e as comunidades quilombolas — maioria da população de Alcântara — vão resistir. “Se o governo insistir nessa discussão, nós vamos instalar em Alcântara um cenário de guerra, porque não vamos ceder um centímetro do nosso território aos interesses do programa espacial e muito menos aos interesses dos EUA”, promete, em entrevista à Agência Pública.

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Prego no pé, spray de pimenta e beijo forçado: as torturas em prisões do Pará segundo o Ministério Público

BBC BRASIL O Ministério Público Federal (MPF) fez uma série de denúncias de tortura e maus-tratos ocorridos em presídios do Pará. Segundo os procuradores, os crimes teriam sido cometidos principalmente por agentes federais que participam de uma força-tarefa do Ministério da Justiça e Segurança Pública, pasta comandada por Sergio Moro. Entre outras coisas, há relatos de agressões generalizadas, alimentação imprópria, falta de medicamentos essenciais e proibição da entrada de advogados. O MPF também recebeu fotos e vídeos que mostram presos feridos, além de superlotação e condições sanitárias precárias. Após as denúncias, a Justiça afastou o coordenador da força-tarefa, Maycon Cesar Rottava. A operação se iniciou em agosto, dias após um conflito entre facções criminosas deixar mais de 50 pessoas mortas em uma unidade em Altamira. Por outro lado, o Departamento Penitenciário Nacional (Depen), órgão do Ministério da Justiça e Segurança Pública, negou que haja tortura generalizada nas unidades que estão sob sua responsabilidade. "(O Depen) não reconhece as alegações de tortura generalizada durante o emprego da Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária (FTIP) em 13 unidades prisionais do Pará. O Depen defende a humanização da pena e repudia quaisquer atos de maus tratos", escreveu a entidade, em nota. Já o presidente Jair Bolsonaro (PSL), questionado ontem sobre as denúncias do MPF, não quis comentar o assunto e ainda criticou a imprensa: "Parem de perguntar besteira", disse. O governo do Pará, comandado por Helder Barbalho (MDB), afirmou "repudiar" as "infundadas narrativas" sobre torturas. Em nota, o governo afirmou que "de todas as indicações para realização de exames de corpo de delito, nenhum resultado enveredou para a constatação de lesões provocadas por maus tratos ou atos de tortura." Pregos, spray de pimenta, arma calibre 12 Colhidos pelo MPF com presos, familiares e agentes penitenciários estaduais, os relatos de tortura e maus-tratos nas unidades sob intervenção federal, entretanto, são numerosos e bastante contundentes.

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Reportagem da Pública sobre rolos bolsonarianos: “O polêmico suplente do Major Olimpio”

Amigo antigo do senador do PSL, seu suplente, Alexandre Giordano, responde a processos judiciais e tem negócios imprecisos como empresário por Anna Beatriz Anjos, Bruno Fonseca, Rute Pina O discreto cargo eletivo de suplente ao Senado Federal se ajustou perfeitamente ao perfil do empresário paulista Alexandre Luiz Giordano, de 46 anos. Descrito como alguém “sem boa oratória nem afinidade com falas públicas”, sua atuação política se concentra nos bastidores de diretórios partidários e corredores de gabinetes. “Fantasioso”, “galanteador quando quer negociar” e “vendedor de fumaça” são expressões ouvidas de ex-sócios e amigos que falaram à Pública sobre o empresário. Entre os relatos, uma característica é quase unânime: o suplente do Major Olimpio (PSL-SP) gosta de ostentar riqueza. A exibição do luxo se dá por relógios da marca suíça Rolex, ternos da grife Camargo Alfaiataria e uísques caros. E pelo uso preferencial, em algumas ocasiões, de helicóptero como meio de transporte. Mas, apesar da exposição na mídia nos últimos tempos, seus negócios não são conhecidos pelo público. Giordano entrou em evidência no noticiário nacional quando teve seu nome exposto pela imprensa paraguaia no final de julho. A repórter Mabel Rehnfeldt, do jornal ABC Color, revelou que o empresário fez ao menos duas viagens ao Paraguai, em abril e em junho deste ano, para negociar às escuras a compra de energia excedente da usina hidrelétrica de Itaipu. Participantes da reunião disseram que ele falou em nome da família do presidente Jair Bolsonaro (PSL) para beneficiar a Léros, uma empresa de energia até então tão pouco conhecida como o suplente do major. Giordano esteve também no Palácio do Planalto em 27 de fevereiro, um dia após o retorno do presidente Jair Bolsonaro de uma agenda oficial em Foz do Iguaçu, cidade sede da hidrelétrica de Itaipu. A informação foi divulgada pela Carta Capital. A história se tornou ainda mais nebulosa com a revelação, feita no dia 13 deste mês pela Agência Sportlight, de que o próprio Major Olimpio esteve no Paraguai em 11 de abril passado, enquanto ocorria uma das reuniões mais importantes de Giordano no país. Questionado pela Pública sobre a coincidência, o senador acabou se confundindo com as datas. “Consta que ele esteve no Paraguai dia 9, eu não sabia que ele fez essa viagem, eu estive dia 11 e 12 de abril”, respondeu, por meio de um assessor, no WhatsApp. Desfeito o engano, Major Olimpio disse que, apesar de os dois terem estado no Paraguai no mesmo dia, “não sabia onde ele estava ou por onde andava” e que “não houve contato nenhum” entre eles. O senador informou também que foi ao país para participar do Encontro de Católicos com Responsabilidade Políticas ao serviço dos povos latino-americanos do Cone Sul e de uma agenda sobre segurança pública. Se Giordano e Olimpio, de fato, não se encontraram no Paraguai, não foi por falta de proximidade, que vai além do fato de o primeiro ser suplente do major da Polícia Militar de São Paulo. Os dois se conheceram na zona norte da capital paulista e são amigos há pelo menos 10 anos, como disse Olimpio em longa entrevista à Pública, em Campinas, horas antes da publicação da Sportlight, comentada posteriormente por ele. O foco da entrevista era a relação do major, conhecido por defender o combate à corrupção – em nome da qual enfrentou seu próprio partido, o PSL, nos casos Flávio Bolsonaro e CPI da Lava Toga –, com seu inusitado suplente, um empresário que coleciona processos judiciais – de não pagamento de imóveis à invasão de terreno, passando por dívidas trabalhistas. CONTINUE LENDO, ACESSANDO "LEIA MAIS"...

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Primeira-dama francesa agradece brasileiros após ofensa de Bolsonaro

A mulher do presidente da França, Brigitte Macron, agradeceu aos brasileiros, nesta quinta-feira (29), pelo apoio após o comentário ofensivo do presidente Jair Bolsonaro. AFP - Com um “muito obrigada” em português, a primeira-dama da França, Brigitte Macron, agradeceu às brasileiras nesta quinta-feira (29), pelo apoio gerado com a hashtag #DesculpaBrigitte, criada após comentário feito pelo presidente Jair Bolsonaro, que gerou crise diplomática entre os países. “Eu só queria dizer [...], pois vejo que existem câmeras, duas palavras para os brasileiros ―, em português ― meu português não é muito bom, mas lá vai: Muito obrigada!”, disse, em português, durante discurso em inauguração do Museu de Azincourt, em Pas-de-Calais, na França. De volta ao francês, a primeira-dama continuou: “Muito, muito obrigado por todos aqueles que se engajaram. Os tempos mudam. Alguns estão no trem da mudança, mas nem todos estão: alguns permaneceram na plataforma.” O movimento de apoio a Brigitte foi reforçado na última terça, quando o jornal francês Le Parisien divulgou que as mensagens teriam chegado até ela, que teria ficado emocionada. De acordo com assessores da primeira-dama ouvidos pelo jornal, ela ficou sabendo da campanha depois de deixar evento do G7. “Além de mim, esse apoio é para todas as mulheres. Todas as mulheres foram afetadas pelo que aconteceu. E isso [machismo] é uma questão”, disse, ao ser aplaudida. “As coisas estão mudando, todo mundo precisa estar ciente disso. Há coisas que não podemos mais dizer e coisas que não podemos mais fazer. Espero que me entendam”, concluiu a primeira-dama.

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Documentos revelam ação militar e de Sarney para abafar crimes pós-ditadura…

Carlos Madeiro - Colaboração para o UOL, em Maceió A retomada da democracia após o fim da ditadura militar, em março de 1985, deu continuidade a um movimento para evitar punição a agentes do Estado acusados de assassinatos, sequestros e torturas no regime. Documentos obtidos pelo UOL junto ao Arquivo Nacional, a pesquisadores e no acervo da CNV (Comissão Nacional da Verdade) revelam que, logo após a posse de José Sarney, integrantes das Forças Armadas e da Polícia Federal expediram relatórios com monitoramento de vítimas, familiares, partidos e políticos que pediam investigação sobre crimes. O ex-presidente teria atuado para orientar o não ataque e conter o que chamavam de "revanchismo" de ambos os lados. O UOL leu documentos produzidos entre os anos de 1985 e 1991 que tratam sobre os pedidos de investigação. Muitos dos relatórios tentaram criar e fortalecer movimentos de autoproteção dos militares e desqualificação das vítimas denunciantes. Um dos principais nomes denunciados nesse período de pós-ditadura era o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra (1932-2015), recentemente classificado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) como "herói nacional". Ustra foi apontado por vítimas como um dos principais responsáveis por torturar presos. SIGA LENDO ESTA INSTIGANTE MATÉRIA...

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Flávio Dino cogita mesmo ser candidato a presidente da República em 2022

Depois de ser alçado como adversário político do presidente Jair Bolsonaro, o governador do Maranhão, Flávio Dino, admite que está em seus planos ser candidato a presidente da República, em 2022, segundo declarou ao Valor Econômico. Dino disse que não faria esse "discurso hipócrita" se essa possibilidade não existisse. Declara que, ao chamá-lo, pejorativamente de um dos governadores "de paraíba", Bolsonaro lançou seu nome na disputa e deu um rosto à oposição a seu governo. Diz, textualmente: "O Bolsonaro já fez esse lançamento, mas é sem dúvida um lançamento precoce. O que existe é uma possibilidade. mas, como tal, ou seja, como uma possibilidade. Não é um determinismo, uma decisão, uma deliberação, não é um desígnio. É apenas uma possibilidade", prognosticou. Ser presidente da República, para o governador do Maranhão não é um projeto, é um destino: "Quem imaginou que Bolsonaro iria ser presidente? Ninguém, mas ele é. Depende mais de valores exógenos, externos, do que propriamente de um desejo".  Para Dino, há um longo caminho a ser percorrido até 20122, já que o principal representante da esquerda, o ex-presidente Lula, não pode ser candidato, e, assim, a esquerda tem que se reorganizar. Em seguida, Dino nega que esteja pensando em deixar o PCdoB, perlo fato de ter conversado recentemente com a cúpula do PSB. Diz ter orgulho de pertencer ao partido mais antigo do Brasil e que qualquer posição a tomar tem que ser de acordo com a Partido Comunista.

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