Coronavírus: as estratégias e desafios dos países que estão reabrindo suas escolas

Em Cingapura, alunos limpam as próprias carteiras escolares e fazem um caminho pré-determinado até suas salas de aula. Na França e na Coreia do Sul, algumas escolas reabertas tiveram Getty Images Image caption -de fechar, por conta de novos focos de covid-19. No Reino Unido, um dos países que reabriu as escolas recentemente, menos da metade dos alunos esperados apareceram na volta às aulas em algumas delas. A expectativa de retorno à escola traz sensações mistas de alívio e preocupação a muitos pais - prenunciando uma possível volta à rotina, mas também o medo de expor as crianças (e suas famílias) ao contágio pelo coronavírus. No Brasil, as secretarias estaduais de educação ainda não têm previsão de quando as aulas presenciais retornarão. Estados como Maranhão e Rio Grande do Sul adiaram seus anúncios de abertura de escolas. Mas o Conselho de Secretários Estaduais da Educação (Consed) afirmou que "está trabalhando com suas equipes nas estratégias sanitárias, financeiras e pedagógicas que serão colocadas em prática a partir do momento em que as datas forem definidas".

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El País – Problemas grandes, líderes pequenos

Moisés Naím Henry Kissinger pensa que o mundo não será o mesmo depois do coronavírus. “Estamos passando por uma mudança de época”, diz o famoso diplomata, para depois nos alertar que “o desafio histórico para os líderes de hoje é gerir a crise e ao mesmo tempo construir o futuro. Seu fracasso nessa tarefa pode incendiar o mundo.” O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse que a relação entre as grandes potências nunca foi tão disfuncional quanto agora, acrescentando que o coronavírus “está revelando dramaticamente que devemos nos unir e trabalhar juntos ou seremos derrotados pela pandemia”. Segundo Martin Wolf, o prestigioso colunista inglês: “Esta é a maior crise que o mundo enfrenta desde a Segunda Guerra Mundial e também é o desastre econômico mais grave desde a depressão dos anos trinta. O mundo chegou a este momento quando existem enormes divisões entre as grandes potências e quando o nível de incompetência nos mais altos níveis governamentais é espantoso”. Há muitas coisas que não sabemos. Quando teremos uma vacina? Qual será o impacto do vírus nos países pobres onde a superlotação é a norma e ficar em casa sem trabalhar é impossível? O que acontece se a covid-19 vai e vem em diferentes ondas? Mas a pergunta mais preocupante é se aqueles que nos governam estarão à altura. Martin Wolf conclui: “Não conhecemos o futuro. Mas sabemos como deveríamos tentar moldá-lo. Conseguiremos fazer isso? Essa é a pergunta. Tenho muito medo da resposta”. Falar mal dos líderes políticos é normal. Assim como criticar sua gestão. Mas é preciso ter cuidado com o desdém pelos Governos. A disputa política faz com que a inaptidão e a corrupção daqueles que nos governam sejam exageradas. Governar, vamos reconhecer, é difícil, e está ficando cada vez mais difícil. O poder se tornou mais fácil de obter, mas também mais difícil de usar e, portanto, mais fácil de perder. Às vezes parece que não há como um líder sair bem depois de dirigir um país. Em vez disso, vemos frequentemente líderes honestos e bem-intencionados cujas reputações foram massacradas por seus críticos. E, como sabemos, neste século os ataques políticos são potencializados pelas redes sociais, os bots, os trolls e outras ervas daninhas cibernéticas. É aconselhável sermos cautelosos e prudentes ao criticar nossos governantes. Tenho tudo isso em mente ao pensar nos líderes que estão no comando do mundo hoje. Apesar dessa cautela, no entanto, é inevitável concluir que o atual grupo de líderes é, de fato, com algumas exceções, patético e perturbador.

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Primeira-dama francesa agradece brasileiros após ofensa de Bolsonaro

A mulher do presidente da França, Brigitte Macron, agradeceu aos brasileiros, nesta quinta-feira (29), pelo apoio após o comentário ofensivo do presidente Jair Bolsonaro. AFP - Com um “muito obrigada” em português, a primeira-dama da França, Brigitte Macron, agradeceu às brasileiras nesta quinta-feira (29), pelo apoio gerado com a hashtag #DesculpaBrigitte, criada após comentário feito pelo presidente Jair Bolsonaro, que gerou crise diplomática entre os países. “Eu só queria dizer [...], pois vejo que existem câmeras, duas palavras para os brasileiros ―, em português ― meu português não é muito bom, mas lá vai: Muito obrigada!”, disse, em português, durante discurso em inauguração do Museu de Azincourt, em Pas-de-Calais, na França. De volta ao francês, a primeira-dama continuou: “Muito, muito obrigado por todos aqueles que se engajaram. Os tempos mudam. Alguns estão no trem da mudança, mas nem todos estão: alguns permaneceram na plataforma.” O movimento de apoio a Brigitte foi reforçado na última terça, quando o jornal francês Le Parisien divulgou que as mensagens teriam chegado até ela, que teria ficado emocionada. De acordo com assessores da primeira-dama ouvidos pelo jornal, ela ficou sabendo da campanha depois de deixar evento do G7. “Além de mim, esse apoio é para todas as mulheres. Todas as mulheres foram afetadas pelo que aconteceu. E isso [machismo] é uma questão”, disse, ao ser aplaudida. “As coisas estão mudando, todo mundo precisa estar ciente disso. Há coisas que não podemos mais dizer e coisas que não podemos mais fazer. Espero que me entendam”, concluiu a primeira-dama.

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Confronto perigoso: Israel ataca forças iranianas na Síria

O Exército israelense lançou ao menos 70 mísseis contra posições iranianas na Síria, nesta quinta-feira (10), numa represália ao ataque com foguetes feito por forças iranianas em território sírio, contra bases israelenses nas Colinas do Golã. O ataque marca a maior intervenção israelense desde o início da guerra civil na Síria, onde forças iranianas, milícias xiitas e soldados russos estão estacionados em apoio ao regime do ditador Bashar al-Assad. "Bombardeamos quase todas as infraestruturas iranianas na Síria. Se nos molham com chuva, nós fazemos cair uma tempestade sobre eles", disse o ministro de Defesa israelense, Avigdor Lieberman. "Espero que eles tenham entendido a mensagem." Segundo o governo Benjamin Netanyahu, as forças iranianas dispararam, a partir da Síria, 20 foguetes que tiveram como alvo posições militares israelenses no Golã, território tomado da Síria por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967. Todos os disparos foram interceptados. A resposta israelense foi imediata e dura: envolveu quase 30 aeronaves e o disparo de 70 mísseis. De acordo com o independente Observatório Sírio de Direitos Humanos, 23 combatentes morreram no ataque, o que inclui cinco soldados sírios e 18 integrantes de forças aliadas. O vice-ministro das Relações Exteriores russo, Mikhail Bogdanov, apelou à moderação. O presidente francês, Emmanuel Macron, pediu o fim da escalada de confrontação, a maior entre Irã e Israel na guerra síria. Uma guerra complexa Israel vem tentando se manter relativamente distante da guerra civil na vizinha Síria desde que o conflito teve início, em 2011, apesar de ter realizado uma série de ataques aéreos contra carregamentos de armas supostamente destinados ao libanês Hisbolá, grupo militante aliado de Teerã e Damasco. Recentemente, autoridades israelenses vêm alertando para o fato de o Irã e seus aliados xiitas estarem se estabelecendo permanentemente na Síria, o que poderia se voltar contra Israel.

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Brasileiro de Goiás é condenado a 8 anos de prisão na Espanha acusado de terrorismo

Goiano Kayke Luan Ribeiro Guimarães foi preso tentando atravessar fronteira da Bulgária com a Turquia em 2014. Outros nove foram condenados em Madri. Dez membros de uma célula jihadista ligada ao Estado Islâmico foram condenados pela Justiça da Espanha a até 12 anos de prisão nesta terça-feira (10). Dentre os condenados está o goiano Kayke Luan Ribeiro Guimarães. Três dos réus receberam penas de 12 anos de prisão pelo crime de formar uma organização terrorista na condição de dirigentes, enquanto os outros sete, entre eles o brasileiro, têm pena de 8 anos, por serem considerados apenas participantes. O goiano foi preso em 2014 ao tentar atravessar a fronteira da Bulgária com a Turquia por suspeita de união com o grupo extremista. À correspondente da GloboNews em Madri, Luisa Belchior, a mãe do brasileiro disse que vai recorrer e que acredita na versão do filho, de que ele estava de férias na Turquia. A mãe do brasileiro afirmou ainda que Kayke é um cidadão de bem.

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Crise do vizinho – Com 40 mil venezuelanos em Roraima, Brasil acorda para sua ‘crise de refugiados’

Presidente reconhece situação de 'vulnerabilidade' no Estado e edita Medida Provisória com ações de assistência para imigrantes Diante da escalada da crise na Venezuela que leva cada vez mais venezuelanos a cruzarem as fronteiras rumo ao Brasil em busca de uma vida melhor, o Governo de Michel Temer assinou um decreto reconhecendo a "situação de vulnerabilidade" em Roraima. O Estado é a principal porta de entrada dos imigrantes que fogem da crise de abastecimento de alimentos, do colapso dos serviços públicos e de uma inflação de 700% no país vizinho. O presidente ainda editou uma medida provisória (MP) que acena com ações de assistência emergências para imigrantes venezuelanos no Estado em diversas áreas, como proteção social, saúde, educação, alimentação e segurança pública. Elas serão coordenadas por um comitê federal composto por representantes de distintos ministérios e conduzidas em parcerias entre União, Roraima e municípios. A prefeitura de Boa Vista estima que cerca de 40.000 venezuelanos já tenham entrado na cidade, o que representa mais de 10% dos cerca de 330.000 habitantes da capital. O número de imigrantes equivale aproximadamente a população de uma cidade como Boituva, em São Paulo. Guardadas as devidas proporções, Roraima vive sua crise particular de refugidos. Os abrigos estão lotados e milhares de imigrantes vivem em situação de rua. A maioria chega pelo pequeno município de Pacaraima, com 16.000 habitantes e depois segue para Boa Vista. Apesar de o fluxo de venezuelanos ter aumentado desde o fim de 2016, uma nova leva chegou após a Colômbia colocar mais travas para a entrada de refugiados no país. Segundo o documento assinado por Temer, as medidas visam também ampliar as políticas de mobilidade, distribuição no território nacional e apoio à interiorização dos imigrantes venezuelanos, desde que eles manifestem essa vontade.

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Extraterrestres – Um século de buscas, sem êxito, por alienígenas

Desde a invenção do rádio, pensou-se em usá-lo para encontrar alguma inteligência extraterrestre. Essa busca obteve recentemente importante estímulo econômico Fazer contato com extraterrestres foi um dos usos propostos pelos criadores dos primeiros sistemas de envio de informação a distância sem fios. No começo do século XX, Guglielmo Marconi, um dos inventores do rádio, acreditava que essa tecnologia poderia ser empregada para se comunicar com os habitantes de Marte e receber seus sinais. Em agosto de 1924, o Governo dos EUA declarou um dia nacional de silêncio radiofônico para poder buscar esse tipo de sinal e pediu à população que apagasse seus aparelhos durante cinco minutos a cada hora durante 36 horas. O objetivo era evitar interferências que escondessem possíveis mensagens marcianas — que nunca chegaram. Desde aquelas primeiras tentativas de buscas por alguma inteligência extraterrestre, nossa visão do espaço mudou bastante. As sondas que fotografaram Marte a partir de sua órbita e aterrissaram em sua superfície mostram um deserto gélido sem sinal de civilização. Expedições semelhantes por todo o Sistema Solar e décadas de detecções de todo tipo de sinal eletromagnético sugerem que, a não ser que sejam muito discretos, não existem alienígenas com sistemas de telecomunicações em nossa vizinhança. A exploração científica também demonstrou que as possibilidades de haver mundos habitados são quase ilimitadas. Estima-se que somente na nossa galáxia existam cerca de 200 bilhões de estrelas e que há em todo o universo um número semelhante a esse de galáxias. São muitas as chances de que, em um cosmos com as mesmas regras físicas, a inteligência se forje, como aconteceu na Terra. Um século depois das primeiras tentativas de fazer contato com outros seres vivos inteligentes, a busca continua e recebeu recentemente um grande empurrão. Financiado pelo magnata russo Yuri Milner, o projeto Breakthrough Listen, que apresentou seus primeiros resultados no ano passado, proporcionará 100 milhões de dólares e milhares de horas de uso de telescópios para ouvir os alienígenas.

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Missões em Marte, superfoguetes e mais do que a ciência espacial prepara para 2018

Dos próximos capítulos da exploração comercial do espaço ao desenvolvimento de carros equipados com motores de foguete, 2018 promete ser um ano movimentado para a ciência espacial. A BBC selecionou algumas das novidades preparadas pelo setor para este ano, que incluem o envio de novas missões a Marte e a Mercúrio, a exploração de asteroides e o início da construção dos superfoguetes do empresário Elon Musk. Mundo em movimento Antes restrita a poucas potências, a exploração do espaço é cada vez mais internacional - e diferentes países preparam missões para este ano. A primeira delas, prevista para março, será a Chandrayaan 2, a nova etapa do inovador projeto de exploração lunar que a Índia iniciou em 2008. Antes restrita a poucas potências, a exploração do espaço é cada vez mais internacional - e diferentes países preparam missões para este ano. A primeira delas, prevista para março, será a Chandrayaan 2, a nova etapa do inovador projeto de exploração lunar que a Índia iniciou em 2008. Enquanto a tecnologia da Chandrayaan 1 permitia apenas que a sonda orbitasse em volta do satélite, a Chandrayaan 2 será capaz de aterrissar e se locomover sobre a superfície da Lua. O lançamento, a partir do centro espacial de Satish Dhawan, em Andhra Pradesh, no sul do país, será feito com a ajuda do veículo de lançamento de satélite geosíncrono (GSLV, na sigla em inglês), desenvolvido pela agência espacial indiana, a ISRO. Já a Nasa, agência espacial americana, planeja ir novamente a Marte em maio, com a missão InSight. Desta vez, os americanos querem investigar o que há abaixo da superfície do Planeta Vermelho.

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Modelo de 19 anos vende a virgindade por quase R$ 10 milhões

Ela foi muito criticada por sua escolha, porém ela se defende considerando que o que fez foi um ato de emancipação sexual Uma modelo norte-americana vendeu sua virgindade por 2,5 milhões de euros (aproximadamente R$ 9,6 milhões). Giselle, 19, fez a transação através de um site de leilões alemão e o ganhador foi um homem de negócios de Abu Dhabi. “Eu nunca imaginei que o lance chegaria tão alto. É um sonho que se tornou realidade”, disse Giselle ao jornal Daily Mail. Ela declarou estar contente com o resultado e afirma que vai usar o dinheiro para pagar os custos da faculdade, comprar uma casa nova e viajar pelo mundo. Ela foi muito criticada por sua escolha, porém ela se defende considerando que o que fez foi um ato de emancipação sexual. “Sou eu que decido se quero perder a virgindade com alguém que eu não amo”, falou.

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Messi recebeu dinheiro para jogar amistoso pela Argentina, diz delator

Alejandro Burzaco, ex-executivo da Torneos y Competencias, disse nesta quinta-feira (16), durante seu interrogatório no Tribunal Federal do Brooklyn, em Nova York, que Lionel Messi recebeu US$ 200 mil (cerca de R$ 662 mil) para jogar pela Argentina em partida amistoso - normalmente os jogadores não recebem para defender as seleções de seus países. Segundo o Globoesporte.com, Burzaco foi questionado por John Pappalardo, advogado do réu Juan Angel Napout, sobre quem é Leo Messi. O interrogado então riu e respondeu: “É o melhor do mundo”. Na sequência, Pappalardo perguntou se a Torneos y Competencias pagou algum valor ao craque. Burzaco disse que sim e emendou: “Para Messi e outros”, sem dizer quem seriam os “outros”.

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