Bronca vai ao STF, mas Waldir Maranhão nega envolvimento com o doleiro Fayed

Devido ao envolvimento de três deputados federais, o desembargador Cândido Ribeiro, do Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1), decidiu enviar ao Supremo Tribunal Federal (STF) a investigação da Operação Miqueias, da Polícia Federal, que apura o desvio de dinheiro de fundos de pensão municipais.

O Supremo vai investigar o caso porque os parlamentares têm foro privilegiado e só podem ser alvos de inquéritos autorizados pelo tribunal e com acompanhamento da Procuradoria Geral da República.

Os deputados federais Waldir Maranhão (PP-MA), Davi Alcolumbre (DEM-AP) e Eduardo Gomes (PSDB-TO). Os três negaram vínculo com fraudes.

O processo ainda não chegou ao STF. Quando isso acontecer, será distribuído por sorteio a algum dos 11 ministros, que deverá autorizar ou não a apuração.

O envolvimento dos parlamentares foi constatado em telefonemas gravados pela Polícia Federal com autorização da Justiça. Segundo a PF, o doleiro Fayed Treboulsi, citado como o chefe do esquema, foi flagrado conversando com deputados em diversas ocasiões.

Em um dos diálogos, Eduardo Gomes conversa com o doleiro para marcar encontro com um prefeito. Ainda conforme a PF, uma agenda de Fayed apreendida traz anotações de valores ao lado de Eduardo Gomes: R$ 60 mil, R$ 250 mil e R$ 100 mil. A PF, porém, não informa do que se tratam os valores.

Conforme a PF, foram identificados dois depósitos de R$ 100 mil cada um na conta de um funcionário de Gomes. As transferências foram feitas, afirma a investigação, por empresas e pessoas ligadas ao doleiro Fayed.

O deputado licenciado e secretário do Tocantins admitiu que apresentou prefeitos ao doleiro, mas disse que não foram fechados negócios. Eduardo Gomes afirmou que vai verificar sobre depósitos feitos na conta de um funcionário dele.

O deputado Waldir Maranhão afirmou que nunca teve contato com o doleiro e Davi Alcolumbre negou que tivesse intermediado encontros.

Decisão do TRF
Na decisão que enviou o processo ao STF, o desembargador Cândido Ribeiro afirmou que foi preciso remeter a investigação em razão do “encontro fortuito de provas colidas” em relação aos parlamentares.

Ribeiro destaca que a investigação apura o envolvimento de prefeitos em esquema de fraude, “com promessa de vantagens ilícitas”, para aplicação de recursos da Previdência em fundos de  investimento.

O desembargador esclarece que os parlamentares não foram investigados pela PF até o momento. Isso porque a lei exige que só sofram apurações mediante autorização do Supremo. “O que se pretende com esta peça é justamente autorização para tomar emprestados os elementos de provas colhidas fortuitamente na apuração.”

Para o juiz, porém, “não há como negar a conexão supostamente existente entre os fatos que envolvem os parlamentares federais, a organização investigada e os prefeitos”. (Informações do G1)

Waldir, citado, nega envolvimento com Fayed

José Machado

José da Silva Machado. Natural de Duque Bacelar - Maranhão, onde nasceu em 14 de junho de l957. Graduado em Comunicação Social, pela Universidade Federal do Maranhão, especialização Jornalismo. Foi repórter, editor e secretário de Redação nos jornais Pequeno, O Imparcial e Diário do Norte, em São Luís. Também foi diretor de Telejornalismo na TV Difusora (Rede Globo), no período 1985/198). Exerceu o cargo de Secretário de Estado de Imprensa e Divulgação do Governo do Estado (2006-2007). É poeta e escritor, tem lançado o livro "As Quatro Estações do Homem" e conclui o livro; "Os vinte contos de réis". Pai de 5 filhos e 1 neto.

Este post tem um comentário

  1. Junior

    Cara de bandido sempre teve!

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