Barra do Corda: empresário acusado de mandar matar e incendiar corpo de advogado é condenado a 26 anos
Norman Gonçalves pode recorrer da pena em liberdade...

Barra do Corda: empresário acusado de mandar matar e incendiar corpo de advogado é condenado a 26 anos

Advogado Almir Silva Neto, a vítima

Sentença definiu ainda pagamento de multa no valor de R$ 200 mil à família da vítima

Ao acatar a tese do Ministério Público do Maranhão, o Tribunal do Júri Popular de Barra do Corda condenou, no dia 21, o empresário Norman Gonçalves de Sá, a 26 anos e dois meses por homicídio triplamente qualificado, já que foi praticado por motivo torpe, com emprego de fogo e meio que dificultou a defesa da vítima.

O réu foi acusado de mandar matar o advogado Almir Silva Neto, em dezembro de 2008, que foi encontrado morto, com o corpo carbonizado no interior do veículo e com várias perfurações de projéteis de arma de fogo.

Representou o Ministério Público no julgamento o promotor de justiça Benedito Coroba, que teve como assistente de acusação o advogado Erivelton Lago.

O júri foi presidido pelo juiz Antonio Elias Queiroga Filho, da 1ª Vara da Comarca. Na defesa, atuaram três advogados – Ércio Quaresma Firpe, Rodolfo Fernandes e Sâmara Braúna.

Como o réu responde o processo em liberdade, o juiz concedeu a ele o direito de recorrer da decisão em liberdade. Além da pena de reclusão, o empresário será obrigado a usar tornozeleira eletrônica fornecida pelo Estado e a pagar a indenização no valor de R$ 200 mil por danos morais em favor da família da vítima.

Recordando

Norman Gonçalves pode recorrer da pena em liberdade…

o caso
O empresário Normam Gonçalves Sá, proprietário de postos de combustíveis na cidade de Barra do Corda, acusado de mandar matar o advogado Almir Silva Neto, de 41 anos. O corpo do advogado foi encontrado carbonizado no interior de seu carro, nas proximidades do povoado Baixão de Pedra, na saída de Barra do Corda. Na época, a vítima só conseguiu ser identificada por uma pulseira que usava.

A motivação para o crime teria sido vingança. A esposa de Almir descobriu que ele estava tendo um caso com a mulher de Norman. Foi ela quem avisou Norman do possível caso amoroso, que passou a elaborar um plano para matar o advogado. O advogado era filho da proprietária do cartório do 2º Ofício de Barra do Corda e tinha escritório na cidade.

Redação: CCOM-MPMA

José Machado

José da Silva Machado. Natural de Duque Bacelar - Maranhão, onde nasceu em 14 de junho de l957. Graduado em Comunicação Social, pela Universidade Federal do Maranhão, especialização Jornalismo. Foi repórter, editor e secretário de Redação nos jornais Pequeno, O Imparcial e Diário do Norte, em São Luís. Também foi diretor de Telejornalismo na TV Difusora (Rede Globo), no período 1985/198). Exerceu o cargo de Secretário de Estado de Imprensa e Divulgação do Governo do Estado (2006-2007). É poeta e escritor, tem lançado o livro "As Quatro Estações do Homem" e conclui o livro; "Os vinte contos de réis". Pai de 5 filhos e 1 neto.

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