Arnaldo Melo x Luís Fernando: o Data M retardou a decisão de Roseana deixar o governo…
Arnaldo Melo e Luis Fernando: com certeza o papo é sobre eleição indireta para governador...

Arnaldo Melo x Luís Fernando: o Data M retardou a decisão de Roseana deixar o governo…

Arnaldo Melo e Luis Fernando: com certeza o papo é sobre eleição indireta para governador…

Maior eleitora na “indireta”, Roseana vai ter que optar por Arnaldo Melo ou Luís Fernando.

A governadora Roseana Sarney (PMDB) está meio à deriva, politicamente falando.  Já estava arrumando as gavetas para deixar o governo quando surgiu a divulgação da pesquisa  estadual Data M, mostrando que sua gestão chega aos 68% de reprovação popular e a rejeição ao seu nome, como pré-candidata ao Senado, bate à casa dos 56%. Aí pintou uma dúvida danada…

Tanto que, indagada esta semana, disse que só vai decidir o que fazer no início de março…

Era quase tudo certo que o deputado-presidente da Assembleia Legislativa, Arnaldo Melo, na falta do vice substituto natural da governadora,  Washington Oliveira – defenestrado e tornado conselheiro vitalício do Tribunal de Contas do Estado como prêmio de consolação – seria o governador do Estado com a saída da “branca”.

Senão, vejamos. Arnaldo, saindo Roseana Sarney, é governador de fato e de direito por 30 dias. Segundo a Constituição, nesse período,  ele opera o processo de eleição biônica, feita pelo plenário da Assembléia, onde  deputados podem votar e ser votados. Mas quem não é deputado também pode ser votado. Só não pode votar. Até eu, sendo filiado a um partido político e este me indicando, posso me inscrever como candidato a governador bionicão…

Natural, portanto, que o deputado Arnaldo Melo, dono de seis mandatos, correligionário do grupo situacionista, aspire ao posto. Ele, que já vinha se entendendo  até mesmo com  as bancadas de oposição na casa, tem condições políticas e de comando para  quando, terminados os 30 dias que a lei lhe garante  no Palácios dos Leões,  colocar o seu nome à apreciação dos seus pares, saindo da chefia do Poder Legislativo para a do  Poder Executivo  Estadual.

Com toda a certeza, assumiria, junto a Roseana  Sarney e seu grupo político, as obrigações negociadas para que essa transição acontecesse como narrado acima – com o compromisso de apoiá-la para o Senado e também a seu candidato ao governo, Luís Fernando Silva.

Mas o grupo Sarney é assim. Desconfia de tudo e de todos. De repente, por causa de um projeto de lei que Arnaldo tentou patrocinar para normatizar o processo eleitoral indireto, o grupo desconfiou… Por isso,  Arnaldo Melo teria perdido as condições para continuar governador e, agora, o possível candidato seria mesmo Luís Fernando.

Toda essa engenharia só será necessária, é bom que se diga, se Roseana Sarney renunciar ao mandato de governadora. De repente, como ela ainda está pensando, pensando, pode decidir ficar no Palácio dos Leões para que a candidatura Luís Fernando se torne competitiva.

Há quem, dentro do grupo Sarney – e não são poucos – advogue por Arnaldo Melo. Quem pugna contra a candidatura indireta de  Luis Fernando acha que ele vai herdar todas as “impurezas” do governo Roseana diagnosticadas pelas pesquisas de opinião. Quem pugna por Arnaldo Melo opina que Luís Fernando, não concorrendo agora na eleição indireta,  livrar-se-ia da pecha de biônico e de  herdeiro do roseanismo  rejeitado pelo eleitorado.

Eu, aqui da minha parte, pugnaria por Arnaldo, até querendo um certo bem a Luís Fernando, já que ele terá pela frente nada mais nada menos que Flávio Dino (PCdoB) que, hoje, incontestavelmente,  tem mais da metade das intenções de voto dos maranhenses.

Impossível saber, agora,  se sua caneta de chefe do Palácio dos Leões teria tinta suficiente para tornar opaco o favoritismo do comunista.

Agora vocês já sabem com maior nitidez porque o Data M  entrou em rota de colisão com poderoso e oligárquico Grupo Sarney.

José Machado

José da Silva Machado. Natural de Duque Bacelar - Maranhão, onde nasceu em 14 de junho de l957. Graduado em Comunicação Social, pela Universidade Federal do Maranhão, especialização Jornalismo. Foi repórter, editor e secretário de Redação nos jornais Pequeno, O Imparcial e Diário do Norte, em São Luís. Também foi diretor de Telejornalismo na TV Difusora (Rede Globo), no período 1985/198). Exerceu o cargo de Secretário de Estado de Imprensa e Divulgação do Governo do Estado (2006-2007). É poeta e escritor, tem lançado o livro "As Quatro Estações do Homem" e conclui o livro; "Os vinte contos de réis". Pai de 5 filhos e 1 neto.

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  1. José júnior

    “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (João 8:32)

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