Aquela entrevista que Dilma deu ao Jô…

Aquela entrevista que Dilma deu ao Jô…

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A presidente Dilma Rousseff durante entrevista no “Programa do Jô” (Foto: reprodução/Globo)

Era de se esperar que causasse polêmica a entrevista concedida pela presidente da República, Dilma Rousseff, ao “Programa do Jô, na madrugada de sexta para sábado. Não cabe a este blog opinar a respeito do que a presidente (felizmente Jô não a chamou de “presidenta”) disse em 1 hora e 9 minutos de conversa. Mas cabe, sim, falarmos sobre como foi conduzida a dita entrevista. E nesse quesito deixou a desejar.

Houve quem reclamasse – e não foram poucos – da falta de agressividade por parte de Jô. Não creio que fosse o caso. Um bom entrevistador não precisa ser feroz ou grosseiro. Por outro lado, deve ser incondicionalmente incisivo. E isso Jô não foi. Incomodou, inclusive, um certo tom laudatório, dispensável por parte de quem está na posição de perquiridor.

Bastaram poucos minutos de programa para notarmos que aquela não seria uma entrevista de questões contundentes e respostas esclarecedoras. A impressão era de que Jô seguia uma pauta, lendo em seu tablet perguntas cujas respostas já estavam na ponta da língua da entrevistada. Respostas, aliás, que em momento algum foram contestadas pelo entrevistador. E nem era preciso muito preparo por parte deste para levantar alguns pontos muito mal explicados.

A entrevista concedida ao “Programa do Jô” segue uma estratégia de marketing para criar empatia entre presidente e cidadãos. Obama é um mestre em aparecer em programas populares – de Ophah Winfrey a Ellen DeGeneres e David Letterman. Em nenhuma dessas atrações o presidente norte-americano foi hostilizado ou colocado contra a parede. Ao contrário: contou intimidades familiares e até dançou. Algo de errado nisso? De forma alguma. Era o combinado. Mas nesse caso o jogo era claro: Obama estava lá para mostrar seu lado ameno e humano, não para falar de política.

TELA PLENA – Jeferson de Sousa

José Machado

José da Silva Machado. Natural de Duque Bacelar - Maranhão, onde nasceu em 14 de junho de l957. Graduado em Comunicação Social, pela Universidade Federal do Maranhão, especialização Jornalismo. Foi repórter, editor e secretário de Redação nos jornais Pequeno, O Imparcial e Diário do Norte, em São Luís. Também foi diretor de Telejornalismo na TV Difusora (Rede Globo), no período 1985/198). Exerceu o cargo de Secretário de Estado de Imprensa e Divulgação do Governo do Estado (2006-2007). É poeta e escritor, tem lançado o livro "As Quatro Estações do Homem" e conclui o livro; "Os vinte contos de réis". Pai de 5 filhos e 1 neto.

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