A chuva cai. Levanta-se a esperança!

A chuva cai. Levanta-se a esperança!

“Oficialmente”, vivemos a  primavera, a estação do ano que tem início com o fim do inverno. No Hemisfério Sul, a primavera começa no dia 23 de setembro e termina no dia 21 de dezembro – no Norte, essa estação se  inicia no dia 22 de março e termina em 21 de junho.

Hoje cedinho, próximo ao amanhecer,  uma chuvinha fina, intermitente, ‘zoava’ no telhado de casa. Corri para a net, apesar da vontade de permanecer na cama. Fui verificar mesmo em que estação estávamos, aqui em São Luís. Sim, a capital. Porque se estivéssemos no Sul do Estado, como comprovei há duas semanas, lá,   já estava chovendo ‘barbaridade, tchê’, como dizem os ‘maragaúchos’ plantadores de soja.

Recorde-se que, em são Luís, este ano, choveu, com maior ou menor intensidade,  até agosto. Com a chuva de hoje, de ‘verão’ tradicional, tivemos apenas dois meses – setembro e outubro. Pois foi só passarem  ‘Todos os Santos’ e ‘Finados’, e São Pedro abriu logo as torneiras sobre a Ilha do Amor.

Talvez cansado de ouvir clamores e horrores  sobre a crônica  falta d’água nas torneiras. Pode ter sido também pela reclamação contra o calor intenso, apesar do vento temperado de Ipaon-Açu. Bom demais a chuva para quem está em casa. Porém, cruze o portão  e veja que alvoroço…

Dezenas de acidentes, na ruas – principalmente com os carros de pneus “carecas”  que deslizam como se a pista tivesse sabão,  e o  trânsito engarrafado… A Cemar, coitada, por conta do salitre que corroe  suas linhas, fica aterrorizada com as primeiras chuvas –  “pipocam” fios para tudo quanto é lado e haja 116, não  dá pra quem quer… Se os céus derramarem pingos grossos por algum tempo já vão mexer é com o prefeito da cidade, que ainda nem tapou todos os  buracos do inverno passado nem pagou as contas por obras mal feitas na gestão anterior…

Que a chuva  não venha aos borbotões, com muito vento e trovoadas, e provoque tragédias. Mas uma chuvinha, tipo de a que caiu hoje,  sempre é benvinda! Aplaca o calor, retoca a natureza, pintando-a de verde,  renova esperanças.

A chuva tem esse dom. De realçar a vida.

José Machado

José da Silva Machado. Natural de Duque Bacelar - Maranhão, onde nasceu em 14 de junho de l957. Graduado em Comunicação Social, pela Universidade Federal do Maranhão, especialização Jornalismo. Foi repórter, editor e secretário de Redação nos jornais Pequeno, O Imparcial e Diário do Norte, em São Luís. Também foi diretor de Telejornalismo na TV Difusora (Rede Globo), no período 1985/198). Exerceu o cargo de Secretário de Estado de Imprensa e Divulgação do Governo do Estado (2006-2007). É poeta e escritor, tem lançado o livro "As Quatro Estações do Homem" e conclui o livro; "Os vinte contos de réis". Pai de 5 filhos e 1 neto.

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