Racismo: Brasil termina de ganhar o seu “George Floyd”. A vítima é um menino de 5 anos!

O Brasil se mira em seu espelho mais cruel nesta semana com a comoção provocada pela morte de Miguel Otávio, de 5 anos, que caiu do nono andar de um edifício de luxo no Recife onde sua mãe, a empregada doméstica Mirtes Renata, trabalhava. Na terça-feira, a criança estava sob os cuidados da patroa de Mirtes, que deixou o menino andar sozinho de elevador, como mostram as imagens do circuito interno do prédio. Miguel decidiu descer em um dos andares e a tragédia aconteceu. "Houve comportamento negligente", afirmou o delegado Ramón Teixeira, responsável pelo caso. A morte da criança negra por negligência da patroa branca —que não havia liberado a empregada doméstica durante a quarentena— encarna a tragédia do racismo e do classismo, frisam ativistas em pleno debate mundial da opressão dos negros. Uma manifestação em homenagem a Miguel está prevista para esta sexta-feira, enquanto cresce o clamor pela punição da patroa, que responderá pelo crime em liberdade após pagamento de fiança. "Temos que tomar muito cuidado porque, quando for a babá negra cuidando da criança, vão legitimar os discursos para homicídio doloso”, argumenta a advogada criminalista Priscila Pamela dos Santos, integrante do IDDD (Instituto de Defesa do Direito de Defesa).

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Bolsonaro invoca “intervenção militar” contra o Supremo e flerta com golpe

Enquanto ataca Corte, presidente se aproxima do Congresso e oferece vaga no Supremo ao PGR, que o investiga. “É a interpretação de quem conspira contra a democracia", diz Oscar Vilhena ->-> Em conflito aberto com o Supremo Tribunal Federal e diante de inquéritos que acossam a ele e parte de seus mais fieis militantes, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) invocou por meio de suas redes sociais uma “intervenção militar pontual”, ou seja, um golpe contra outros poderes constituídos. Na tarde de quinta-feira, quando em suas contas no Twitter e no Facebook, o mandatário compartilhou uma entrevista concedida pelo advogado constitucionalista Ives Gandra Martins, na qual ele defendeu que o artigo 142 da Constituição permite uma intervenção das Forças Armadas em outros poderes para a garantia da lei e da ordem. “Live com Ives Gandra: A politização no STF e a aplicação pontual da 142”, escreveu o presidente. Neste domingo, participou de uma aglomeração de apoiadores na Esplanada dos Ministérios, com faixas e palavras de ordem contra o  Supremo Tribunal Federal (STF) e pedindo  intervenção militar, ou seja, a volta da ditadura.

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