Primeira-dama francesa agradece brasileiros após ofensa de Bolsonaro

A mulher do presidente da França, Brigitte Macron, agradeceu aos brasileiros, nesta quinta-feira (29), pelo apoio após o comentário ofensivo do presidente Jair Bolsonaro. AFP - Com um “muito obrigada” em português, a primeira-dama da França, Brigitte Macron, agradeceu às brasileiras nesta quinta-feira (29), pelo apoio gerado com a hashtag #DesculpaBrigitte, criada após comentário feito pelo presidente Jair Bolsonaro, que gerou crise diplomática entre os países. “Eu só queria dizer [...], pois vejo que existem câmeras, duas palavras para os brasileiros ―, em português ― meu português não é muito bom, mas lá vai: Muito obrigada!”, disse, em português, durante discurso em inauguração do Museu de Azincourt, em Pas-de-Calais, na França. De volta ao francês, a primeira-dama continuou: “Muito, muito obrigado por todos aqueles que se engajaram. Os tempos mudam. Alguns estão no trem da mudança, mas nem todos estão: alguns permaneceram na plataforma.” O movimento de apoio a Brigitte foi reforçado na última terça, quando o jornal francês Le Parisien divulgou que as mensagens teriam chegado até ela, que teria ficado emocionada. De acordo com assessores da primeira-dama ouvidos pelo jornal, ela ficou sabendo da campanha depois de deixar evento do G7. “Além de mim, esse apoio é para todas as mulheres. Todas as mulheres foram afetadas pelo que aconteceu. E isso [machismo] é uma questão”, disse, ao ser aplaudida. “As coisas estão mudando, todo mundo precisa estar ciente disso. Há coisas que não podemos mais dizer e coisas que não podemos mais fazer. Espero que me entendam”, concluiu a primeira-dama.

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Documentos revelam ação militar e de Sarney para abafar crimes pós-ditadura…

Carlos Madeiro - Colaboração para o UOL, em Maceió A retomada da democracia após o fim da ditadura militar, em março de 1985, deu continuidade a um movimento para evitar punição a agentes do Estado acusados de assassinatos, sequestros e torturas no regime. Documentos obtidos pelo UOL junto ao Arquivo Nacional, a pesquisadores e no acervo da CNV (Comissão Nacional da Verdade) revelam que, logo após a posse de José Sarney, integrantes das Forças Armadas e da Polícia Federal expediram relatórios com monitoramento de vítimas, familiares, partidos e políticos que pediam investigação sobre crimes. O ex-presidente teria atuado para orientar o não ataque e conter o que chamavam de "revanchismo" de ambos os lados. O UOL leu documentos produzidos entre os anos de 1985 e 1991 que tratam sobre os pedidos de investigação. Muitos dos relatórios tentaram criar e fortalecer movimentos de autoproteção dos militares e desqualificação das vítimas denunciantes. Um dos principais nomes denunciados nesse período de pós-ditadura era o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra (1932-2015), recentemente classificado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) como "herói nacional". Ustra foi apontado por vítimas como um dos principais responsáveis por torturar presos. SIGA LENDO ESTA INSTIGANTE MATÉRIA...

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Flávio Dino cogita mesmo ser candidato a presidente da República em 2022

Depois de ser alçado como adversário político do presidente Jair Bolsonaro, o governador do Maranhão, Flávio Dino, admite que está em seus planos ser candidato a presidente da República, em 2022, segundo declarou ao Valor Econômico. Dino disse que não faria esse "discurso hipócrita" se essa possibilidade não existisse. Declara que, ao chamá-lo, pejorativamente de um dos governadores "de paraíba", Bolsonaro lançou seu nome na disputa e deu um rosto à oposição a seu governo. Diz, textualmente: "O Bolsonaro já fez esse lançamento, mas é sem dúvida um lançamento precoce. O que existe é uma possibilidade. mas, como tal, ou seja, como uma possibilidade. Não é um determinismo, uma decisão, uma deliberação, não é um desígnio. É apenas uma possibilidade", prognosticou. Ser presidente da República, para o governador do Maranhão não é um projeto, é um destino: "Quem imaginou que Bolsonaro iria ser presidente? Ninguém, mas ele é. Depende mais de valores exógenos, externos, do que propriamente de um desejo".  Para Dino, há um longo caminho a ser percorrido até 20122, já que o principal representante da esquerda, o ex-presidente Lula, não pode ser candidato, e, assim, a esquerda tem que se reorganizar. Em seguida, Dino nega que esteja pensando em deixar o PCdoB, perlo fato de ter conversado recentemente com a cúpula do PSB. Diz ter orgulho de pertencer ao partido mais antigo do Brasil e que qualquer posição a tomar tem que ser de acordo com a Partido Comunista.

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