Teori anula escuta de Lula e Dilma e envia para Moro caso de sítio e triplex
Tabelinha Lula-Dilma para salvação do governo vazou, mas Teori eliminou o áudio que quase todo mundo já ouviu

Teori anula escuta de Lula e Dilma e envia para Moro caso de sítio e triplex

Ministro citou decisão que determinou encerramento de interceptação. Investigações sobre ex-presidente foram enviadas em sigilo para 1ª instância Renan RamalhoDo G1, em Brasília O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (13) o envio para o juiz federal Sérgio Moro, da Justiça Federal do Paraná, as investigações relativas ao sítio em Atibaia (SP) e ao triplex em Guarujá (SP) atribuídos ao ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. Na decisão, Teori também anulou a validade jurídica da escuta telefônica que interceptou conversa do petista com a presidente afastada Dilma Rousseff. Em março deste ano, Moro havia retirado o sigilo de uma série de interceptações telefônicas de Lula e divulgou o teor das conversas, entre as quais o diálogo do ex-presidente com Dilma. Na conversa, os dois tratavam do envio a São Paulo do termo de posse de Lula como chefe da Casa Civil. A escuta foi realizada quase duas horas depois de Moro mandar a Polícia Federal suspender as interceptações telefônicas do petista. A conversa de Lula e Dilma foi divulgada dias após o Ministério Publico pedir a prisão do petista. No diálogo, a presidente se refere a um "termo de posse" que seria entregue ao petista. Naquele dia, Lula havia sido anunciado para a chefia da Casa Civil. Teoricamente, o termo de posse, o qual demonstrava que a partir daquele momento ele voltava a ter foro priviliado, poderia evitar que ele fosse preso. (veja a conversa completa ao final desta reportagem) Quando liberou as gravações, em 16 de março, o juiz federal do Paraná afirmou que havia decidido liberar o contéudo das conversas porque, segundo ele, pelo teor dos diálogos era possível constatar que o ex-presidente "já sabia ou pelo menos desconfiava de que estaria sendo interceptado pela Polícia Federal, comprometendo a espontaneidade e a credibilidade de diversos dos diálogos”. Decisão

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A República volta a tremer com a possibilidade de prisão de Sarney, Renan, Jucá e Cunha
Esse quarteto pode parar na cadeiam caso pedido de Janot prospere no STF

A República volta a tremer com a possibilidade de prisão de Sarney, Renan, Jucá e Cunha

O Brasil amanheceu com a notícia de que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) a prisão do presidente do Senado, Renan Calheiros (PNDB-AL), do senador Romero Jucá (PMDB-RR), do ex-presidente da República, José Sarney (PNDB-AP) e do deputado afastado da Câmra Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Revendo arquivos, verifica-se que é a pro9meira vez que a PGR pede a prisão de umC presidente do Congresso r fe um ex-presidente da República e,de quebra, a do presidente da Câmara, mesmo suspenso pelo STF de suas funções. A repercussão da notícia, em todo o Brasil, foi imediata e todos os protagonistas já se manifestaram através de nota ou por meio de seus advogados. Renan Calheiros chamou a medida de (). José Sarney (). Romero Jucá () e Eduardo Cunha disse que prefere conhecer o teor do pedido para se manifestar. O pedido de prisão será analisado pelo ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato9 no Supremo. No caso de Renan, Sarney e Jucá, a base para os pedidos de prisão tem relação com as gravações feitas pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado envolvendo os peemedebistas. As conversas sugerem uma trama para atrapalhar as investigações do esquema de corrupção da Petrobras.

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Sérgio Machado diz que pagou mais de R$ 70 milhões de reais a Renan, Jucá e Sarney
Sarney: O ex-presidente José Sarney: fazendo de conta que não é com ele...

Sérgio Machado diz que pagou mais de R$ 70 milhões de reais a Renan, Jucá e Sarney

O ex-senador e ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado disse que repassou aproximadamente R$ 20 milhões ao ex-presidente José Sarney O ex-senador e ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado afirmou em seus depoimentos na delação premiada que fechou com a Procuradoria-Geral da República na Lava Jato que arrecadou e pagou mais de R$ 70 milhões desviados da estatal para o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o senador Romero Jucá (PMDB-RR), para o ex-presidente da República José Sarney (PMDB-AP), entre outros líderes do PMDB. As informações foram reveladas pelo jornal "O Globo" nesta sexta-feira, 3. A reportagem afirma ainda que a soma mais expressiva, R$ 30 milhões, foi destinada a Renan, o principal responsável pela indicação de Machado para a presidência da Transpetro, subsidiária da Petrobrás e maior empresa de transporte de combustível do País. A delação foi homologada no dia 24 de maio pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki e, com isso, pode ser utilizada para novas investigações e até complementar as investigações já em curso da Lava Jato. Renan indicou Machado para a presidência da Transpetro em 2003, no início do primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e manteve apoio para a permanência dele no cargo até ano passado, mesmo depois de ter sido acusado por Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás, de receber propina. De acordo com a reportagem, Sarney também recebeu uma soma significativa, conforme a contabilidade do ex-presidente da Transpetro. Machado disse que repassou aproximadamente R$ 20 milhões para o ex-presidente durante o período que esteve à frente da estatal. Romero Jucá, que ficou uma semana como ministro do Planejamento do governo do presidente em exercício Michel Temer, teria sido destinatário de quantia similar a de Sarney, cerca de R$ 20 milhões. Machado disse ainda, segundo a reportagem, que abasteceu também contas dos senadores Edison Lobão (PMDB-MA) e Jader Barbalho (PMDB-PR). O ex-presidente da Transpetro também teria falado sobre as somas repassadas aos padrinhos políticos dele e, como se não bastasse, indicou os contratos e os caminhos percorridos pelo dinheiro até chegar aos destinatários finais.

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