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16 de julho de 2017 - 21:59:44

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Lula, condenado, prega paz e amor, mas esculacha: ‘atual governo não representa nada’

O ex-presidente Lula gravou um vídeo neste domingo em que diz que o governo de Michel Temer “não representa nada”, critica a atuação do Congresso Nacional que, segundo ele, tem retrocedido na busca de conquistas para os trabalhadores, e pede mais auto-estima ao povo brasileiro.

— O brasileiro está com a auto-estima baixa, a economia está muito ruim, há uma desagregação, sabe, do ânimo da sociedade por conta do desemprego, porque as pessoas ainda estão muito preconceituosas, ou seja, a auto-estima está baixa. Nós temos um governo que não representa nada, absolutamente nada. Nós temos um Congresso desacreditado, que está desmontando conquistas que os trabalhadores conquistaram há tanto tempo atrás — afirmou Lula.

Mais adiante, o petista, condenado na semana passada a nove anos e meio de prisão pelo juiz Sergio Moro por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, afirmou que a falta de confiança no governo impede que as coisas aconteçam. Disse ainda ter vivido o o momento de maior auto estima do povo brasileiro, sugerindo que isso aconteceu quando ele comandava o país.

— Se você não tiver esperança, se você não acreditar nas pessoas que governam o país, nada vai acontecer. Todo mundo acorda de manhã azedo, todo mundo vai dormir xingando o vizinho. Ao invés de olhar seus próprios defeitos, as pessoas começam a culpar o vizinho. É um vizinho culpando o outro. Eu acho que não tá legal. Eu tive o prazer de viver nesse país o momento de maior auto-estima do povo brasileiro. As pessoas acreditavam, as pessoas sonhavam, as pessoas tinham emprego, tinham aumento de salário, as pessoas sonhavam em estudar. Tudo isso foi possível criar. Agora, me parece que nada é possível — disse o ex-presidente.

Lembrando o tom do discurso usado na campanha eleitoral de 2002, quando foi eleito presidente pela primeira vez e usou o slogan “Lulinha paz e amor”, o petista disse que o Brasil precisa de um governante que goste do povo. Novamente, voltou a apelar pedindo “mais tolerância e compreensão” contra o chamado preconceito.

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14 de julho de 2017 - 20:20:01

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Parte da aliança que afastou Dilma quer derrubar Temer, diz ex-ministro Aldo Rebelo

Ex-presidente da Câmara dos Deputados e quatro vezes ministro dos governos petistas, Aldo Rebelo (PC do B) duvida que Michel Temer consiga resistir às “forças muito poderosas” que hoje assediam seu mandato.

Segundo ele, “corporações” que atuaram para afastar a ex-presidente Dilma Rousseff agora formam uma “aliança” contra Temer. Na sua visão, esse grupo formado por Ministério Público, Poder Judiciário, Polícia Federal e mídia tenta “substituir a política” e “tutelar o destino da sociedade”, embora não tenha a “legitimidade do voto”.
Em entrevista à BBC Brasil, Rebelo diz que Temer carece da legitimidade das urnas e, mesmo que consiga barrar o andamento da denúncia por corrupção passiva que será votada em agosto pela na Câmara, outras virão em sequência.

Para o comunista, apenas uma eleição direta poderá “restabelecer plenamente a autoridade no país” – o que, reconhece, só deve ocorrer em 2018. Ele faz um paralelo com o período regencial (1831 e 1840), quando o Brasil ficou sem imperador devido à menoridade de Dom Pedro 2º e entrou em convulsão social.

O comunista nega que negocie concorrer como vice ao lado do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) em eventual eleição indireta, como apontam notícias veiculadas pela imprensa brasileira. A hipótese que circula nos bastidores de Brasília é que tal aliança buscaria uma plataforma mais suave de reformas econômicas do que as medidas impopulares que tem avançado no Congresso.

Rebelo desconversou sobre a possibilidade de sair do PC do B, embora reconheça divergências com seu partido e ter recebido convites de outras legendas. Com o tom nacionalista que lhe é peculiar, pregou “a conciliação do país” em um “governo de transição” – Maia tem abraçado fortemente a agenda econômica do governo Temer, o que, para o ex-ministro, representa a escolha entre um dos lados da disputa.

Confira abaixo os principais trechos da entrevista.

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14 de julho de 2017 - 11:15:09

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Temer fabrica vitória na CCJ, mas votação decisiva na Câmara fica para agosto

Governo fez ofensiva para mudar integrantes de comissão e derrota parecer favorável à denúncia

Uma vitória fabricada. Assim foi a decisão da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara que, por 40 votos a 25, arquivou o relatório que defendia a autorização para o Supremo Tribunal Federal julgar o presidente Michel Temer (PMDB) pelo crime de corrupção passiva. Após 11 trocas de deputados na comissão, composta por 66 membros, o Governo conseguiu vencer o primeiro round de uma batalha que deve continuar no plenário no próximo dia 2 de agosto. Será na primeira semana após o recesso parlamentar que os deputados avaliarão em definitivo se o processo contra o presidente deve seguir ou se aceitarão o resultado da CCJ. Se Temer não conseguir repetir a vitória desta quinta, ficará nas mãos do STF afastá-lo ou não do poder.

As próximas semanas serão de intensas negociações e discussões. A data do embate do plenário foi anunciado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, como fruto de um acordo entre governistas, que antes pregavam a votação decisiva o quanto antes, e os oposicionistas, que sempre defenderam o adiamento para depois do recesso para aumentar as chances de desgaste de Temer neste intervalo. A súbita concordância mostra que ainda não há vencedores claros.

Os apoiadores de Temer deixaram de insistir que a votação final fosse na próxima segunda-feira quando notaram que não haveria o quórum de 342 parlamentares para iniciar a votação, como exigido como condição por Maia.

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13 de julho de 2017 - 10:05:18

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Não é só o tríplex: entenda as outras acusações e suspeitas contra Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi condenado a nove anos e seis meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro.

O juiz federal Sérgio Moro considerou o líder petista culpado de receber vantagens ilícitas da empreiteira OAS, entre as quais um tríplex no Guarujá (SP) e a reforma do imóvel, em troca de defender interesses da empresa junto à Petrobras.
O Ministério Público Federal estima em R$ 2,4 milhões os valores do apartamento e da obra somados.

Lula sempre negou ser dono do tríplex ou ter cometido qualquer irregularidade. Ele poderá recorrer em liberdade junto ao Tribunal Regional Federal. Se a condenação for confirmada na segunda instância, o ex-presidente pode ser preso e ficar inelegível.

Esta é a primeira vez que o petista é condenado num processo ligado à operação Lava Jato. Ele é réu em mais quatro ações, alvo de uma denúncia da Procuradoria, que ainda está sendo avaliada por Moro, e investigado pela Polícia Federal em mais outros dois inquéritos.

Confira as outras acusações e suspeitas contra Lula:

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13 de julho de 2017 - 09:22:44

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Qual o impacto da condenação de Lula por Moro nas eleições de 2018?

Para especialistas, sentença não mancha a imagem do ex-presidente ante a eleitores do PT. Sem Lula na corrida, Marina e Bolsonaro largam na frente.

A condenação de Lula pelo juiz federal Sergio Moro não deve diminuir a vantagem que o ex-presidente, hoje líder nas pesquisas de intenção de voto, tem na corrida eleitoral de 2018, segundo especialistas ouvidos pela BBC Brasil. Eles acreditam que os eleitores do petista são indiferentes a notícias negativas sobre ele – e citam a corrida de 2008, quando Lula se reelegeu mesmo após as denúncias do Mensalão.

Caso os desembargadores do Tribunal Federal da 4ª Região (TRF-4), que julgarão o recurso do ex-presidente, o condenem em segunda instância nos próximos meses, entretanto, Lula se tornaria inelegível e abriria espaço para candidatos menos ligados à política tradicional – como Marina Silva (Rede-AC), Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e João Doria (PSDB-SP). Em qualquer situação, dizem os analistas, o PT adotará um discurso emocional na campanha, de vitimização do ex-presidente.
“O impacto da notícia [da condenação] sobre a imagem de Lula não é forte. Ele já passou por episódios como o do mensalão e ainda assim conseguiu se eleger”, diz o diretor do Instituto Datafolha, Mauro Paulino.

Para ele, mesmo que Lula fique fora da disputa do próximo ano, seu “poder de influência” continuaria forte e sua imagem seria explorada pelo partido para alavancar o candidato substituto. A força desse capital político não é a mesma que elegeu Dilma Rousseff, ele pondera, mais segue expressiva. “Lula não é carta fora do baralho”, comenta.

“Quem já decidiu o voto, decidiu a despeito das denúncias. Se ele fosse inocentado, também não haveria mudança”, afirma o cientista político e professor do Insper Carlos Melo. A sentença de nove anos e meio de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro divulgada na quarta-feira, ele avalia, não mancha a imagem do petista e será combustível para que o PT “dramatize” a condenação durante a campanha, “vitimizando” o ex-presidente.

A reação, ele acrescenta, seria semelhante à de qualquer outro candidato na mesma situação. “É algo parecido com o que Temer vem fazendo em relação à PGR [Procuradoria Geral da República, autora das denúncias contra o atual presidente]”.

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12 de julho de 2017 - 20:02:08

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Decidido: Raquel Dodge vai substituir o procurador-geral da República Rodrigo Janot. Na CCJ, Lobão mostra preocupação…

Entre os investigados que reclamaram da exposição estava o senador Edison Lobão (PMDB), investigado em vários inquéritos e delatado como beneficiário em diversos esquema de corrupção. Sua preocupação é a exposição pública dos alcançados pela Operação Lava Jato

Por 74 votos favoráveis, um voto não e um abstenção, foi aprovada, nesta noite de quarta-feira, a indicação de Raquel Dodge para procuradora-geral da República. Será a primeira mulher no cargo, sucedendo Rodrigo Janot. Durante o dia, na CCJ, a sabatina seguiu o roteiro previsto.. Nenhum embate, divergência ou ataque de ninguém. Raquel Dodge, indicada pelo presidente Michel Temer para ser a nova procuradora-geral da República, foi aprovada por unanimidade (27 votos a 0) ao cargo pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado. É esperado que a aprovação de Dodge seja levada ao plenário do Senado ainda na sessão desta quarta-feira. A aprovação em regime de urgência foi proposta pelo senador José Agripino Maia (DEM) e aprovada pela comissão.

A sessão durou de 10h52 até 18h14 desta quarta-feira. A procuradora não se comprometeu com nenhuma mudança em investigações ou ações do atual procurador-geral, Rodrigo Janot, mas falou genericamente em “fortalecer”, “melhorar” e “respeitar” a defesa da lei e o combate à criminalidade.

Durante a sabatina, senadores aproveitaram para reclamar da exposição de nomes de investigados e réus em função de investigações conduzidas pelo Ministério Público, especialmente na Operação Lava Jato. Dodge já havia sinalizado publicamente que tomaria cuidado e já defendeu mudanças na transparência de acordos de delação premiada. Nesta quarta-feira, ela falou que a preocupação da Procuradoria-Geral da República com a comunicação deve ser com a “prestação de contas” das atividades. Como previsto, ela nem defendeu a transparência absoluta de quaisquer investigados nem criticou taxativamente a exposição dos nomes dos senadores investigados. Entre os investigados que reclamaram da exposição estava o senador Edison Lobão (PMDB), investigado em vários inquéritos e delatado como beneficiário em diversos esquema de corrupção.

“A comunicação do que faz o Ministério Público deve ser sempre encarada como prestação de contas à sociedade. Precisamos comunicar adequadamente o que fazemos, como fazemos. E isso em absoluto não pode ser confundido com propaganda. De outro lado, é preciso preservar dignidade de pessoas investigadas”, afirmou Dodge.

Ela também evitou criticar ou defender a prática do Ministério Público de pedir prisões preventivas de investigados, principalmente na Operação Lava Jato. “Prisão preventiva é realmente uma situação que não pode ser generalizada. E os casos concretos aqui referidos estão hoje em fase recursal e nós sabemos como o poder Judiciário tem sido cuidadoso no trato dessas questões”, afirmou Dodge.

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12 de julho de 2017 - 19:27:45

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Tribunal que pode prender Lula confirmou 54% das sentenças de Sérgio Moro

Das 48 sentenças do juiz de Curitiba revisadas pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, dez foram mantidas e 16 aumentadas

GIL ALESSI
Sérgio Moro é apontado por petistas como um dos carrascos do partido, especialmente após ter condenado o ex-presidente Lula a mais de nove anos de prisão nesta quarta-feira. Mas a decisão que pode sepultar em definitivo as aspirações políticas da legenda e deixar o petista de fora das eleições de 2018 – e possivelmente atrás das grades – não será tomada em Curitiba e nem terá a assinatura do juiz paranaense. Caberá ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), localizado em Porto Alegre, analisar os recursos do petista após a condenação em primeira instância. Se os magistrados Leandro Paulsen, Victor Luiz dos Santos Laus e João Pedro Gebran Neto, relator da Operação Lava Jato na Corte gaúcha, confirmarem a sentença de Moro, Lula se torna ficha-suja e está fora do páreo na disputa pelo Planalto no ano que vem. Seria um balde de água fria no PT, em um momento no qual Lula lidera as pesquisas de intenção de votos, seguido pelo deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ).

Até o momento, das 48 sentenças de Moro que já foram analisadas pelo TRF4, 10 delas tiveram as penas mantidas, 16 aumentadas, 8 diminuídas e apenas cinco foram revertidas para absolvição. Pela lei eleitoral, a condenação em segunda instância (por um órgão colegiado, ou seja, por mais de um juiz) impede a candidatura. Mas não é só. Além de ficar de fora do pleito, Lula poderia ir para a prisão: uma decisão do Supremo Tribunal Federal de novembro de 2016 permite o início do cumprimento de pena após a confirmação da sentença em instância superior. A questão, no entanto, é controversa, e alguns ministros já sinalizaram que podem rever a jurisprudência adotada.

Agora, após ser condenado por Moro no caso do tríplex do Guarujá, Lula enfrentará um retrospecto ruim no TRF4: até o momento o petista coleciona uma série de derrotas na Corte. Seus advogados recorreram aos desembargadores sem sucesso inúmeras vezes. Um dos movimentos mais ousados foi o pedido de afastamento de Moro do processo sob a alegação de que ele não seria isento para julgar o petista. Um detalhe chamou a atenção da defesa do ex-presidente. Gebran Filho, responsável por analisar a questão, é amigo pessoal de Moro. Por isso, os advogados de Lula pediram também o seu afastamento. Gebran e Moro se conheceram durante o curso de pós-graduação na Universidade Federal do Paraná. O desembargador chegou a agradecer o colega em um de seus livros: “Desde minhas primeiras aulas no curso de mestrado encontrei no colega Sérgio Moro um amigo”.

Outros pedidos da defesa de Lula indeferidos pelo TRF4 foram o adiamento da oitiva do ex-presidente, a realização de novas diligências que atrasariam a sentença, e até mesmo gravação em vídeo do depoimento do petista a Moro no mês do maio, com equipamento próprio. Somam-se a esses reveses uma série de outras apelações consideradas protelatórias pelo Tribunal.

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12 de julho de 2017 - 19:07:01

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A reação do meio político sobre a condenação de Lula pelo juiz Sérgio Moro

Juiz Sérgio Moro condenou ex-presidente a 9 anos e 6 meses de prisão no processo que envolve o caso da compra e reforma de um apartamento triplex em Guarujá (SP) – G1

Confira abaixo reações de parlamentares (em ordem alfabética) ao anúncio da condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a 9 anos e 6 meses de prisão pelo juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância da Justiça Federal. Lula poderá recorrer em liberdade.

Álvaro Dias, senador (PR), líder do Podemos no Senado

“A condenação do ex-presidente Lula é histórica. Mostra que a Justiça é igual para todos, inclusive para ex-presidentes da República. Lula é o principal responsável pelo grande escândalo de corrupção no País. Uma condenação esperada, fruto do trabalho da Lava Jato e de Sérgio Moro.”

Arnaldo Jordy, deputado (PA), líder do PPS na Câmara

“Eu creio que ele [Moro] tomou uma decisão acertada. Todas as evidências apontam que de fato o triplex pertencia a ele [Lula]. É certo que Lula deve recorrer. Vamos aguardar a confirmação da sentença por outras instâncias da Justiça brasileira, a mesma que hoje vem atingindo outras esferas da República, que condenou outras pessoas de vários partidos.”

Carlos Zarattini, deputado (SP), líder do PT na Câmara

“É uma condenação feita por um juiz que participou da investigação, da denúncia e que julgou. Ou seja: é o mesmo que fez todas junto com a sua famosa força-tarefa. É uma decisão que não levou em conta as testemunhas, que não tem nenhuma prova factual de que Lula seja dono desse triplex, a não ser a delação de um empresário preso. Ou seja, um empresário preso há muito tempo e acabou fazendo essa acusação. O que se tenta é simplesmente excluir o presidente Lula, que hoje é o primeiro colocado em todas as disputas, de 2018. Excluir o presidente Lula das próximas eleições.”

Dilma Rousseff, ex-presidente da República

“A condenação de Luiz Inácio Lula da Silva, sem provas, a 9 anos e seis meses de prisão, é um escárnio. Uma flagrante injustiça e um absurdo jurídico que envergonham o Brasil. Lula é inocente e essa condenação fere profundamente a democracia. Sem provas, cumprem o roteiro pautado por setores da grande imprensa. Há anos, Lula, o presidente da República mais popular na história do país e um dos mais importantes estadistas do mundo no século 21, vem sofrendo uma perseguição sem quartel. Ontem, com indignação, assistimos à aprovação pelo Senado do fim da CLT. Uma monumental perda para os trabalhadores brasileiros. Agora, assistimos essa ignominia que está sendo exercida contra o ex-presidente Lula com o objetivo de cassar seus direitos políticos. O país não pode aceitar mais este passo na direção do Estado de Exceção. As garras dos golpistas tentam rasgar a história de um herói do povo brasileiro. Não conseguirão. Lula é inocente. E o povo brasileiro saberá democraticamente resgatá-lo em 2018. Nós iremos resistir.”

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12 de julho de 2017 - 18:50:37

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Sérgio Moro condena Lula a 9 anos de prisão, mas afrouxa e o deixa solto

Em uma sentença histórica, de 260 páginas, o juiz federal Sérgio Moro condenou Luiz Inácio Lula da Silva a nove anos e seis meses de prisão. No documento, Moro afirmou que “os álibis do ex-presidente são falsos”, sobre o caso triplex, apartamento usado pela família dele, no Guarujá (SP).

“Considerando que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua esposa eram proprietários de fato do apartamento 164-A, tríplex, no Condomínio Solaris, no Guarujá, que as reformas foram a eles destinadas, e que os álibis do ex-presidente são falsos, há corroboração dos depoimentos dos acusados José Adelmário Pinheiro Filho e de Agenor Franklin Magalhães Medeiros, de que houve uma acerto de corrupção, tendo por beneficiário específico o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, assinalou o juiz da Lava-Jato.
“Afinal e isso foi admitido pelo próprio ex-presidente, embora com argumentos falsos, jamais houve discussão concreta com ele sobre o preço do apartamento 164-A, triplex, jamais foi discutido concretamente que o ex-presidente pagaria diferença necessária, e jamais houve discussão sobre o ressarcimento da OAS Empreendimentos pelas despesas havidas na reforma, aliás, sequer houve questionamento sobre a diferença de preço e custos das reformas”, diz Moro.

“Definido que o apartamento 164-A, triplex, era de fato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que as reformas o beneficiavam, não há no álibi do acusado Luiz Inácio Lula da Silva o apontamento de uma causa lícita para a concessão a ele de tais benefícios materiais pela OAS Empreendimentos, restando nos autos, como explicação única, somente o acerto de corrupção decorrente em parte dos contratos com a Petrobras.”

O juiz anotou que o Grupo OAS, comandado por José Adelmário Pinheiro Filho, mantinha uma conta corrente geral de propinas com agentes do Partido dos Trabalhadores e que era alimentada por créditos provenientes de contratos celebrados pelo Grupo OAS com o Governo Federal.

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11 de julho de 2017 - 14:31:31

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Dinheiro da corrupção de Cabral era tanto que virou transtorno, revela doleiro

Renato Chebar prestou depoimento ao juiz da 7ª Vara Federal Criminal, Marcelo Bretas, na manhã desta terça-feira, 11

O volume de dinheiro obtido pelo esquema de corrupção supostamente comandado pelo ex-governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) cresceu tanto que virou um transtorno para quem operava com ele no País, segundo revelou o doleiro Renato Chebar ao juiz da 7ª Vara Federal Criminal, Marcelo Bretas, na manhã desta terça-feira, 11.

“Comecei a não dar conta do serviço. O esquema ficou grandioso para mim”, disse Chebar, que confirmou ter operado para Cabral o dinheiro de corrupção no período de 2007 a 2014- período em que o peemedebista foi governador do Rio.
Sérgio Cabral foi preso em novembro do ano passado pela Operação Calicute, desdobramento da Lava Jato.

Em seu depoimento, Chebar contou que recebia de operadores de Cabral, em seu escritório no Rio, dinheiro vivo, que convertia em crédito em contas no exterior. Segundo Chebar, que é economista, antes de Cabral virar governador, a entrada de dinheiro era de cerca de R$ 150 mil mensais. A partir de 2007, aumentou muito. Passou a variar de R$ 450 mil a até R$ 1 milhão por mês.

“Neste período, fiquei com medo de guardar aquele dinheiro todo…”

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